AUGUSTO PESSÔA - CONTADOR DE HISTÓRIAS - (BRASIL)

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Ator, Cenógrafo, Figurinista, Arte Educador Dramaturgo e Contador de Histórias. Bacharelado em Artes Cênicas (Habilitação em Interpretação e Habilitação em Cenografia) pela UNI-RIO - Universidade do Rio de Janeiro.

A PANQUECA FUGITIVA, O RESMUNGÃO E OUTROS CONTOS NÓRDICOS

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HISTÓRIAS DE NATAL

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livro de contos populares adaptados e ilustrados por Augusto Pessõa - Ed. Escrita Fina (2010)

HISTÓRIAS DE BRUXAS - livro

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sexta-feira, 20 de março de 2009

MALASARTES E O URUBU MÁGICO

O Pedro Malasartes caminhava por uma estrada de terra batida quando viu um urubu. Na beira da estrada, o bicho estava com a asa quebrada. Parado, quietinho, com cara de triste. O Pedro ficou com pena. Cuidou da asa do bicho e depois colocou o urubu em seu ombro. A ave preta aceitou o novo poleiro e o Malasartes continuou o seu caminho. Daí a pouco o amarelo começou a sentir fome e ele não tinha nada pra comer, nem dinheiro pra comprar. Viu um camarada que trabalhava num roçado e se aproximou:
Tarde, amigo!
O camarada quando viu o Malasartes com o urubu no ombro tomou um susto:
Que é isso? Aonde você vai com esse bicho?
E o Malasartes na maior calma:
Esse urubu? Encontrei o bichinho com a asa quebrada e eu tô cuidando dele.
Você é um bom homem! Mas o que deseja?
Meu amigo, será que não tem aí um pedaço de pão que dê pra matar minha fome?
E o outro respondeu:
Ih... desculpe, amigo! Acabei de comer minha marmita. Num sobrou nem um grãozinho de arroz.
E o camarada mostrou a latinha limpinha. E o Malasartes perguntou:
O amigo sabe onde eu posso arrumar um prato de comida?
Aqui por essas bandas... é difícil... Eu até trago a minha marmita.
O Malasartes viu uma casa mais adiante e continuou a conversa apontando para o lugar:
E naquela casa? Será que alguém me arrumava um pratinho?
O outro deu uma risadinha:
Ali é que o amigo não consegue nada!
Porque?
Mora ali uma mulher muito da gulosa. Ela passa o dia todo comendo e não dá nada pra ninguém. Nem para o marido!
Nem para o marido? Como é isso?
Ela inventou que só sabe fazer uma sopinha aguada e é isso que o pobre come todo dia. Enquanto o infeliz trabalha, ela come do bom e do melhor. Quando ele chega em casa, ela diz que está sem fome e dá para ele a tal sopa aguada.
E como é que o amigo sabe disso?
As notícias correm. Todo mundo sabe disso aqui. Só o infeliz é que não sabe. E ela ainda fica comendo de tocaia numa janela pra “mode” de vê se o marido chega de surpresa. Mas nem isso o coitado faz. O camarada é que nem um relógio. Volta pra casa todo dia na hora certinha.
E onde que esse pobre trabalha?
Num roçado mais adiante. Trabalha de sol a sol. E a mulher fica em casa só comendo. O amigo pode até tentar, mas acho que ali não vai conseguir nem uma migalha de pão.
O Malasartes coçou a cabeça e disse para o outro:
Eu vou tentar assim mesmo.
O Malasartes se despediu e fui até a casa com o urubu no seu ombro. De longe ele viu a mulher gulosa e gorda de tocaia na janela devorando uma grande coxa de galinha assada. O Pedro bateu na porta e a gulosa veio abrir de mau humor.
O que você quer?
A senhora não teria um pratinho de comida para dar a um pobre?
Eu vou dar a minha boa comida pra um amarelo sujo que nem você? E ainda por cima com esse urubu no ombro! Sai daqui mau agouro!
A mulher disse isso e bateu a porta na cara do Malasartes. O Pedro ficou pensando e teve uma idéia. Foi procurar o marido da gulosa lá no seu roçado. E encontrou o homem magrinho que dava pena de ver. O malandro se aproximou:
Boa tarde, amigo!
Tarde! – respondeu o outro sem parar de trabalhar. E o Malasartes continuou:
O senhor mora naquela casa assim... assim... que tem uma senhora?
Sou eu mesmo. É minha mulher.
O homem disse isso, virou-se para o Malasartes e tomou um susto:
Que é isso?
O Malasartes se fez de desentendido:
O quê?
Esse urubu no seu ombro?
Ah, isso... É meu amigo urubu. E olha, é por causa dele que eu vim lhe falar. O senhor pode não acreditar, mas esse urubu é mágico. E ele mandou uma mensagem aqui pra minha cabeça que a sua mulher está tendo uma aflição.
O homem ficou assustado:
Mas como é isso, meu amigo?
Malasartes tranqüilizou o outro:
Não se preocupe. O urubu me disse que é só uma afliçãozinha à toa. Coisa de mulher. Sabe como é? Não carece preocupação. Se o amigo perguntar pra sua mulher, ela não deve nem saber porque está com isso. Mas é bom o senhor ir lá dar uma olhada, porque... sabe como é?... mulher gosta dessas coisas. Desses agrados.
O sujeito ficou meio preocupado:
Bom... ainda bem... vou seguir seu conselho. Vou terminar aqui esse serviço e vou até lá dar uma olhada.
E o Malasartes se despediu:
Então faça isso... Fique com Deus, meu amigo. Até uma próxima!
Até!
O Pedro saiu e deixou o homem coçando a cabeça. O malandro voltou pra casa da gulosa e ficou escondido vendo o que a mulher ia fazer. Não demorou muito o marido apareceu na estrada. E vinha esbaforido. A mulher gulosa deu um salto e começou esconder toda a comida dentro de um armário grande que tinha na sala. E o Malasartes vendo tudo. Ela escondeu garrafa de vinho, bolo, galinha assada, carne ensopada, arroz branco e um monte de comidas. Mas fez isso tão depressa que ficou botando os bofes pela boca. Quando o marido entrou em casa encontrou a mulher sem ar.
Mulher! O que houve?
A gulosa não conseguia nem falar e o marido continuou:
Bem que um sujeito me avisou que você estava assim com essa aflição em casa. Quando for assim tem que mandar me chamar.
A mulher arregalou o olho, mas o marido disse:
Mas pode ficar tranqüila que o sujeito disse que você nem sabe porque está sentindo isso.
A gorda gulosa respirou aliviada, mas foi por pouco tempo. Foi ela dar uma suspirada que bateram na porta. Era o Malasartes com o urubu no ombro.
Desculpe incomodar, mas fiquei preocupado e vim ver se estava tudo bem.
A mulher ficou branca quando viu o sorriso amarelo do malandro, mas o marido ficou muito satisfeito.
Olha aí, mulher! Esse foi o sujeito que eu lhe falei! E esse urubu dele é mágico! Não é uma beleza?
A gulosa nem falava. Só sacudia a cabeça afirmativamente. E o homem perguntou ao Pedro:
Como é que eu posso agradecer tamanha bondade?
O Malasartes aumentou o sorriso.
Bom se o amigo tiver um pratinho de comida para acabar com minha fome, eu ficarei muito grato.
Com certeza! Mas olha, aqui a comida é bem simples. A gente só come uma sopinha magra. Minha mulher não sabe fazer outra coisa e eu respeito isso. Que jeito, né?
O Malasartes arreganhou o sorriso.
Mas sendo assim, eu é que quero lhe dar um presente. Como o amigo sabe, meu urubu é mágico. Eu nem gosto de fazer isso pra não cansar o bichinho. Mas acho que depois desse susto, nós merecemos uma boa refeição, né?
O Malasartes disse isso, passou a mão pelo urubu que estava no seu ombro e disse bem alto:
Urubu, quero que apareça muita comida dentro daquele armário grande ali!
O malandro disse isso e apontou para o armário. Por coincidência, o urubu fez um barulho esquisito e o Malasartes falou para o homem:
Pode abrir aquele armário que está cheio de comida ali!
A gulosa não estava nem mais branca. Estava verde. E o marido deu uma risada.
Que é isso, meu amigo! Aqui em casa só tem sopinha. Não tem muita comida.
Pois abra o armário – sugeriu o Pedro.
O marido fez menção de abrir, mas a mulher deu um salto e abriu o armário. O marido tomou um susto e a gulosa fingiu que se espantava. Era muita comida. O marido nem acreditava.
Eita, que é verdade! Mas esse urubu é maravilhoso! Vamos comer meu amigo!
A mulher teve que servir a comida para o marido e para o Malasartes. Até o urubu comeu. A gulosa comeu só um pouquinho, olhando com ódio para o Malasartes pelo canto do olho. Terminada a comilança, o marido falou para o Pedro:
É, meu amigo, tinha até esquecido como é comer bem assim!
Mas o senhor não come bem porque não quer?
Como assim? – quis saber o homem.
O Malasartes olhou sorrindo para a gulosa. A mulher arregalou os olhos achando que o malandro ia contar toda a história, mas o Pedro perguntou ao homem:
O amigo tem mãe?
Tenho, sim senhor!
E ela cozinha bem?
Cozinha como ninguém! Uma comida que é uma delícia!
Pois convide sua mãe para morar com vocês e ensinar sua mulher a cozinhar! Aposto que sua esposa não vai se incomodar. Vai? – perguntou o amarelo para a gulosa.
A mulher respondeu entre dentes:
Não. Vai ser ótimo!
O homem ficou feliz:
Que boa idéia! Não tinha pensando nisso. E minha mãe pode ficar tomando conta de minha mulher para ela não ter mais aflição. O que o amigo acha?
Mas que idéia boa. Nem tinha pensado nisso! – respondeu o amarelo.
E o homem, meio sem jeito, falou:
Olha, o amigo me ajudou muito, mas eu queria lhe pedir mais um favor: sei que isso é coisa que não se pede mas... venda esse urubu pra mim! Pago o preço que o senhor pedir. Esse bicho é maravilhoso!
A gulosa não falava nada, mas por dentro estava explodindo de raiva. O Malasartes não queria vender o bicho.
Mas eu gosto tanto do meu bichinho...
Venda! – insistiu o homem – Pago bom preço por ele.
O homem insistiu tanto... ofereceu uma quantia tão boa... que não teve jeito: o amarelo vendeu o bicho. Mas antes falou assim:
Eu vendo, mas o amigo tem que jurar que vai cuidar bem do meu bichinho.
Pode ficar tranqüilo. Minha mulher vai dar comida na boca do urubu todos os dias. E não vai ser sopa aguada. Vai ser a comida gostosa que minha mãe vai ensinar ela fazer. Pode ficar sossegado.
O Malasartes deu um sorriso:
Agora eu fico tranqüilo. E vejo que sua mulher está tão feliz que nem tem palavras para agradecer.
A mulher ficou com tanta raiva que desatou a chorar. E o marido completou:
Desculpe, meu amigo. Minha mulher é muito emotiva. É a felicidade!
Eu imagino! Que a felicidade reine nessa casa!
O Pedro Malasartes disse isso, se despediu e depois foi embora com a barriga e o bolso cheios.
E o urubu nunca mais fez nenhuma mágica, mas foi bem tratado até o último dos seus dias.

ADAPTAÇÃO DE AUGUSTO PESSÔA

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