AUGUSTO PESSÔA - CONTADOR DE HISTÓRIAS - (BRASIL)

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Ator, Cenógrafo, Figurinista, Arte Educador Dramaturgo e Contador de Histórias. Bacharelado em Artes Cênicas (Habilitação em Interpretação e Habilitação em Cenografia) pela UNI-RIO - Universidade do Rio de Janeiro.

A PANQUECA FUGITIVA, O RESMUNGÃO E OUTROS CONTOS NÓRDICOS

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HISTÓRIAS DE NATAL

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livro de contos populares adaptados e ilustrados por Augusto Pessõa - Ed. Escrita Fina (2010)

HISTÓRIAS DE BRUXAS - livro

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sábado, 11 de julho de 2009

MALASARTES E A ÁRVORE QUE DAVA DINHEIRO

Uma velhinha colocava seus pertences em cima de uma carroça ao lado uma casinha simples e pobre que ficava bem na beira da estrada. A pequena construção era separada do caminho apenas por uma cerca baixinha de madeira. Passando pelo lugar, o Pedro Malasartes viu a cena e foi ajudar a velha. O amarelo não gostava muito de fazer força, mas vendo aquela senhora arrumando com tanta dificuldade seus cacarecos, resolveu ajudar. A velha ficou satisfeita. Depois de tudo arrumado, o Malasartes perguntou:
Vai passear, Vó?
Não – respondeu ela – Estou de partida!
Mas porque?
Essa terra já não dá mais nada, meu filho. As secas acabaram com tudo. Só restou essa pequena árvore.
E a velha apontou para uma árvore pequena, mas cheia de galhos com folhas verdes, e continuou:
Só essa árvore que é teimosa e continua de pé. Mas ela só dá essas folhas verdes. Nem uma frutinha. Não sei nem que árvore é essa. Lá no quintal, está tudo seco. As goiabeiras, as laranjeiras, a horta... Tudo seco! Mais seco do que eu. Vou embora!
E vai pra onde, vó? – quis saber o amarelo.
Vou morar com meu filho. Ele já me convidou várias vezes. Ele mora lá na capital numa casa bonita. Tem lugar pra mim lá. Eu já fui conhecer. Uma casa no fundo do quintal. Linda! Branquinha! E é pra lá que eu vou.
E essa sua casinha? Vai ficar aí?
A velha fez uma cara desconsolada, mas de repente o rosto dela se iluminou como se tivesse tido uma boa idéia.
Vou dar a casa para você!
Pra mim, vó?
É! Você me ajudou sem nem saber quem eu era. Vou ser sincera: essa casa não tem nada. A terra esta seca, os móveis que restam dentro estão quebrados. Só tem essa árvore, mas ela também não dá nada. Só essas folhinhas verdes.
E pra quê eu vou querer essa casa, vó?
Sei lá! Você é novo! Tem muita vida pela frente e pode pensar em alguma serventia para a casa. Eu já estou velha e quero o descanso da casinha no quintal do meu filho. Ah... mas dou para você também esse pote de melado. Pode comer com farinha. É só o que eu tenho para dar.
A velha pegou um pote de vidro cheio de melado e entregou ao Malasartes. E o amarelo agradeceu:
Tá ótimo assim, vó! Obrigado!
A velha já ia saindo quando lembrou de uma coisa:
Ah... meu filho... só peço uma coisa: tem um homem aqui na região... um banqueiro... um sujeito avarento! Empresta dinheiro para esse povo tentar melhorar a terra. Mas a terra está seca e o dinheiro é pouco. Faltam as máquinas para trabalhar a terra e não dá jeito. E ele cobra juros altos até ficar com a terra dos pobres. E aí, ele vem com as máquinas dele e fica tudo bonito. O danado é doido para comprar minhas terras, mas quer pagar uma ninharia. Ele vive rondando por aí. Se ele quiser comprar, não vá vender barato.
Pode deixar, vó.
A velha se despediu e foi embora. E o Malasartes ficou pensando o que ele faria com aquela casa. Vender seria uma boa idéia, mas não queria vender por pouco. Não só pelo pedido da velha, mas queria ganhar um bom dinheiro com aquilo. O dinheiro do amarelo estava curto. Ele só tinha um punhado de moedas. Mas quem iria pagar muito por uma casa como aquela? Aquilo não valia nada. Aliás tudo que o Pedro tinha não servia para muita coisa: umas moedas, um pote de melado, uma casa velha e uma árvore que não dava nada. De repente o amarelo teve uma idéia daquelas! Pegou o melado e passou nos galhos da árvore. Colou as moedas nos galhos e ficou sentado do lado da árvore esperando se alguém passava. O sol estava alto e o calor intenso. Não demorou muito e o Pedro viu um homem se aproximando. Vinha montado num cavalo, vestido num terno branco e com um chapéu de aba larga na cabeça. Era um homem muito gordo que suava muito. O homem viu o Malasartes sentado do lado da árvore e perguntou com muita arrogância:
Quem é você, amarelo? O que está fazendo aí?
O Pedro deu um sorriso e respondeu:
Uma boa tarde pro senhor também! Mas o que é mesmo que o senhor deseja?
O que você está fazendo aí?
E quem é que deseja saber?
O homem desmontou do cavalo. Chegou perto da cerca de madeira e disse se achando muito importante:
Eu sou o banqueiro dessa região. Sou dono da maioria das terras daqui. E quero saber o que você está fazendo aí?
Ué! Essa casa é minha!
Sua? E a velha que morava aí?
Foi embora. Foi morar na casa do filho lá na capital. E me deu a casa. Eu fiquei até com pena porque ela não sabe a preciosidade que perdeu...
O banqueiro deu uma risada.
Preciosidade? Uma casa velha... uma terra seca... tentei comprar a casa dessa velha, mas ela não quis vender. A única coisa que essa terra dá é essa árvore aí que ninguém sabe pra que serve.
Mas é dela mesmo que eu estou falando.
O sol estava muito quente e foi derretendo o melado. A primeira moeda que o amarelo colou no galho com o melado se desprendeu e caiu no chão. O malandro correu e pegou a pratinha.
Opa! Que já foi a primeira!
O homem gordo estranhou:
O que é isso que você pegou?
Nada – tentou disfarçar o Malasartes.
Nada? Eu vi bem! Foi uma moeda e ela caiu dessa árvore!
Imagina, seu doutor! Não foi isso, não...
Eu vi, amarelo! A moeda caiu dessa árvore!
O Pedro se aproximou da cerca de madeira e disse baixo ao banqueiro:
Foi isso mesmo, mas não conte a ninguém. Essa árvore que o senhor diz que não dá nada. Dá, sim! Essa árvore dá dinheiro!
O outro ficou espantado:
Árvore que dá dinheiro? Isso é possível?
Olha... eu sou um viajante. Conheço muita coisa desse mundão de meu Deus. Já vi dessas árvores, mas não aqui. Lá pras terras do oriente têm muito delas. O dinheiro dá que nem jabuticaba. Grudadinho no galho.
O banqueiro olhou bem para árvore e viu as moedinhas coladas nos galhos. Ficou de boca aberta.
E num é que é mesmo!
O sujeito tentou pegar uma moeda, mas o Malasartes bateu na sua mão.
Não! Não pode pegar enquanto não cair. Se o doutor tirar agora, antes de ficar maduro, não vai valer nada. Tem que esperar amadurecer, cair, limpar e usar a vontade.
O malandro limpou a moedinha que caiu para tirar o restante do melado. Depois entregou na mão do homem gordo que estava de boca aberta.
E não é que é dinheiro mesmo!
Legítimo – completou o amarelo.
O banqueiro bateu na cerca com força e gritou:
Eu quero uma árvore dessa!
O Malasartes fez cara de espanto.
O senhor quer? Ih... doutor... aqui por essas bandas é a primeira vez que eu vejo uma. Lá no oriente tem muita. Mas aqui... Nem sei como essa veio parar aqui. E, olha, essa terra seca é ideal para esse tipo de árvore. Ela custa a dar o dinheiro, mas quando começa a dar... não pára nunca mais.
O outro não se agüentava de vontade de possuir aquela árvore.
Eu quero essa árvore pra mim! Ela tem que ser minha!
Foi aí que o Malasartes se zangou:
Peraí! Essa árvore é minha! A velha me deu! Deu o terreno, a casa e a árvore. Isso tudo aqui me pertence!
Venda tudo que eu compro! Pode botar preço!
O malandro amarelo se fez de rogado.
Não sei... gostei daqui... O ar é agradável... Faz um pouco de calor, mas com o dinheiro que a árvore vai me dar eu posso mandar instalar uns ventiladores grandes. Vai ficar uma beleza!
O gordo insistia:
Venda, rapaz! Pago bom preço!
Não sei... eu gostei daqui... se bem, que eu tenho que ir lá pras bandas do Nordeste. Sou esperado lá e não sei se vou poder voltar.
O homem de terno branco não se continha.
Então! Venda e siga o seu caminho! Faça negócio comigo!
O Malasartes coçou a cabeça, olhou para a árvore e depois olhou para o banqueiro. Coçou o queixo e falou:
Tá bom! Vamos fazer negócio. Cadê o dinheiro?
Está lá na minha casa. Vamos lá buscar.
Mas é longe?
Um pouco.
O Pedro se espreguiçou e disse:
Ai! Tô tão cansado...
O outro suava. Não via a hora de possuir tal preciosidade e disse afobado:
Vá no meu cavalo!
No seu cavalo? E o senhor?
Eu vou a pé! Vamos fazer negócio, homem!
O Malasartes aceitou. Montou no cavalo do banqueiro e eles foram para casa dele. No caminho o homem só imagina as fortunas que ganharia com a tal árvore. Chegaram lá e o malandro amarelo recebeu uma boa quantia. Depois pediu licença e foi embora para nunca mais voltar. Dá árvore caíram as moedinhas que ainda estavam coladas no melado e mais nenhum centavo.
Adaptação de Augusto Pessôa.

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