AUGUSTO PESSÔA - CONTADOR DE HISTÓRIAS - (BRASIL)

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Ator, Cenógrafo, Figurinista, Arte Educador Dramaturgo e Contador de Histórias. Bacharelado em Artes Cênicas (Habilitação em Interpretação e Habilitação em Cenografia) pela UNI-RIO - Universidade do Rio de Janeiro.

A PANQUECA FUGITIVA, O RESMUNGÃO E OUTROS CONTOS NÓRDICOS

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HISTÓRIAS DE NATAL

HISTÓRIAS DE NATAL
livro de contos populares adaptados e ilustrados por Augusto Pessõa - Ed. Escrita Fina (2010)

HISTÓRIAS DE BRUXAS - livro

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sábado, 29 de agosto de 2009

ADIVINHAS

Respostas das adivinhas da semana passada:

1- Campo grande, gado miúdo; moça formosa, homem carrancudo?
Resp:Céu, estrelas, lua e sol.

2- O que é, o que é? Que só se faz de noite?
Resp.: Dar boa noite.

3 - O que é que a gente pode perder sem deixar de ter consigo?
Resp.: A cabeça.

CURTINHA - Bonecas

Bonecas

As irmãs nasceram como bonecas.
Foram criadas como bonecas e vivem enfileiradas como bonecas.
Numa vida cor de rosa.
Mas a caçula, teimosa e abusada, se rebelou:
- Não quero ser boneca! Quero ser mulher que é muito melhor!!

E foi viver A VIDA.

CONTO POPULAR - A Biblioteca de Malasartes

A BIBLIOTECA DE MALASARTES
Diz que o Pedro Malasartes estava morando numa pequena cidade. Ele, que era um grande viajante, resolveu ficar naquele lugarejo por um tempo e... foi ficando. O povo todo do lugar já conhecia a sua fama. O Malasartes já estava se cansando daquilo e pensando em ir embora dali. Num dia de muita chuva, pois São Pedro resolveu fazer uma grande lavagem no céu, Malasartes estava numa birosca tomando sua garapa pensando em realmente tomar um rumo na estrada, quando entrou no estabelecimento um rico coronel. A birosca estava cheia de gente, mas o coronel deu de cara com o Malasartes. Foi até a mesa onde o Pedro estava sentado, bateu na mesa, encheu os peitos e falou:
- Então, você que é o Pedro Malasartes?
Malasartes levantou o olho e respondeu:
- Sou eu, sim senhor!
O coronel fez uma cara feia e perguntou:
- Você é que engana todo mundo? Que é o rei da mentira?
- Que é isso, coronel. Quem sou eu...
O povo todo fala isso. Diz que essa é sua fama!
- Esse povo fala demais, seu coronel! Não vá atrás disso não!
O coronel se enfezou. Bateu de novo na mesa com a força de um trovão como da chuva que caia lá fora. Bateu e disse:
- Se o povo fala deve ter alguma verdade. A voz do povo é a voz de Deus.
- Se o senhor está dizendo...
- Pois então eu quero ver você contar uma mentira agora! E quero ver se alguém daqui vai acreditar!
As pessoas que estavam na birosca foram se aproximando para ver onde isso ia dar. O Malasartes levantou devagar, olhou o coronel por baixo dos olhos e disse:
- Não vai ser possível, seu coronel.
- Como não! Você não é o rei da mentira? O rei da enganação?
- Seu coronel olhe bem para mim. O senhor acha que eu, um amarelo sem eira nem beira, sem instrução... Um camarada que não pode nem com ele mesmo... O senhor acha que alguém vai acreditar numa mentira contada por mim? O senhor acha que eu tenho capacidade de fazer isso sozinho?
- Eu concordo com você! Acho meio difícil mesmo. Mas o povo diz que essa é sua fama.
- É verdade, mas eu não faço isso sozinho.
- Como assim?
- Eu preciso de ajuda.
- Ajuda de quem?
- Não é de quem! É do quê!
O povo todo que estava em volta espichou o ouvido para não perder uma palavra. O coronel arregalou o olho e perguntou:
- Do quê? Que história é essa, cabra?
- Eu leio essas mentiras nos meus livros da Mentira!
- Livros da Mentira?
- Uma coleção em quatro volumes!
- Quatro volumes para contar mentira?
- Uma mentira bem contada é mais difícil que uma verdade mal contada, né?!
O coronel amansou, mas quis saber:
- Isso é verdade. Mas onde estão esses livros?
- Estão lá na minha palhoça. Na minha biblioteca.
- E você tem uma biblioteca, amarelo?
- Tenho. São poucos livros, mas sem esses livros não dá para contar mentira...
O coronel insistiu:
- Então, faça lá uma enganação para gente vê se enrola alguém aqui da birosca!
- Coronel, o senhor não entendeu. Eu sou um pobre coitado. Sem os livros não vai dar jeito...
- Tem livro da enrolação?
- Uma coleção em dois volumes!
- Em dois volumes?
- Enrolar é mais fácil. Esse povo é muito abestaiado, coronel. Qualquer coisinha eles já estão se enrolando. Mas sem os livros que chance eu tenho.
O coronel ficou curioso:
- E esses livros são bons?
- São uma beleza, coronel! Encadernados com capa dura. As ilustrações são uma formosura. Ensinam direitinho.
O coronel estava cada vez mais curioso. A chuva caia forte lá fora.
- E onde estão esses livros?
- Lá na minha palhoça. Sem eles eu não sirvo pra nada.
- Vá pegar esses livros.
- Nessa chuva, coronel. Magrinho do jeito que eu sou. Posso pegar uma doença. Uma constipação. Posso até morrer.
- Eu lhe empresto meu casaco de couro e meu chapéu. – disse o coronel já tirando um bonito casaco e seu chapéu de vaqueiro e entregando a Malasartes.
O Pedro pegou aquilo e ficou contente, mas disse:
- Que beleza de casaco. E o chapéu é uma formosura. Mas a minha palhoça é tão longe e eu estou a pé. Vai molhar suas coisas todas, vai demorar tanto para eu voltar.
- Vá no meu cavalo. É um alazão branco que está bem aí na porta.
- No seu cavalo! Mas vai ser uma honra.
- Ande logo, amarelo!
O Malasartes fez um gesto com a mão chamando o coronel para perto e falou baixinho:
- Coronel, eu não tenho como sair daqui.
- E por que?
- A minha conta aqui na birosca está alta e eu não tenho dinheiro aqui comigo para pagar. Se eu sair, com essa fama que esse povo diz que eu tenho, o dono da birosca vai achar que eu estou querendo enganar ele.
- E como é que você pretendia pagar isso?
- Com serviço. Ia lavar um chão, lavar a louça, limpar as coisas...
O coronel se apromou e disse bem alto para todo mundo ouvir apontando para o Malasartes:
- A conta desse camarada eu pago. – olhou para o Pedro e apontou a porta com a cabeça – Agora vá logo, amarelo! Eu estou doido para ver esses livros.
O Malasartes encolheu os ombros:
- Se o coronel assim quer, assim feito será!
O Pedro Malasartes foi embora com o chapéu, o casaco de couro e o alazão do coronel. E nunca mais voltou.
O coronel teve que pagar a conta e diz que ele está esperando até hoje. O povo quando passa por ele, não deixa de dar um risinho lembrando da biblioteca do Malasartes.
Adaptação de Augusto Pessôa

sábado, 22 de agosto de 2009

CONTO POPULAR - Manuel da Bengala

MANUEL DA BENGALA
Há muito tempo atrás, num reino distante, era dia de grande alegria. Nasceu o filho do Rei. O Rei estava feliz e deu para seu filho o nome de Manuel. Mas logo o Rei ficou preocupado. Manuel crescia com rapidez incrível e tinha uma fome enorme. Com três dias de nascido, já comia um boi inteiro. O Rei estava assustado e mandou chamar os sábios para dar uma solução. Só que os sábios disseram ao Rei que o melhor era se livrar de Manuel. Com aquela fome tão grande poderia ser a ruína do reino. O Rei não queria se livrar de seu filho. Mandou-o então, para casa de um Barão seu amigo. Manuel, que de tanto crescer já parecia um rapazinho, aceitou ir para a casa do Barão. Mas pediu ao pai uma bengala de prata maciça. O Rei lhe deu a bengala e Manuel passou a ser conhecido como: Manuel da Bengala.
Na verdade, a casa do Barão era uma fazenda. Um canavial enorme. De perder de vista. Era época do início do corte da cana. O Barão aceitou Manuel na fazenda, mas disse que ele teria que trabalhar. Manuel, que também tinha uma força tremenda, pediu ao Barão uma foice. O Barão lhe deu a foice. Manuel pegou o instrumento e...ZAPT!! ZAPT!!! ZAPT!!! Em meia hora cortou toda a cana-de-açúcar do canavial. O Barão ficou besta. Aquilo era trabalho para mais de um mês. E Manuel o fez em meia hora. O nobre resolveu então, fazer uma ceia em homenagem a Manuel. Mandou matar três porcos e oito galinhas. Só que Manuel comeu tudo e pediu mais. Aquilo não deu nem para tapar o buraco do dente. O Barão ficou assustado, mas mandou matar mais três bois, quatro porcos e vinte galinhas. Que Manuel comeu tudo sozinho. O nobre ficou desesperado e mandou Manuel de volta ao Rei. Com aquela fome tão grande, o rapaz seria sua ruína.
O Rei recebeu Manuel de volta, mas teve logo que mandá-lo embora pelo mundo. Manuel aceitou ir pelo mundo, mas pediu ao pai uma carroça. Subiu na carroça e foi andando. Andou... andou... andou... até que passou por um campo muito bonito onde um homem capinava. Quando o homem do campo viu Manuel, achou engraçado aquele menino que mais parecia um homem, e perguntou:
- Oh menino, que mais parece um homem, como é teu nome? Pra onde você vai?
- Eu sou Manuel da Bengala. E vou pelo mundo!!
- Posso ir contigo?
- Vamos!!
Manuel perguntou como era o nome do homem do campo e ele respondeu que se chamava Arranca Serra. E os dois seguiram viagem. Andaram... andaram... andaram... até que passaram por um grande rio onde um homem pescava. Quando o homem do rio viu Manuel, achou engraçado aquele menino que mais parecia um homem, e perguntou:
- Oh menino, que mais parece um homem, como é teu nome? Para onde você vai?
- Eu sou Manuel da Bengala. E vou pelo mundo!!
- Posso ir contigo?
- Vamos!!
Manuel perguntou como era o nome do homem do rio e ele respondeu que se chamava Passavau. Os três seguiram viagem. Decidiram que cada dia um sairia para arrumar comida para os outros. O primeiro foi o Arranca Serra. Pegou uma arma e saiu procurando. Procura daqui... procura dali... e nada. Até que encontrou um garotinho que tinha uma cara gozada, um chapeuzinho de ferro na cabeça e um cachimbo na boca.
- Oh moço, me dá fogo pr'o meu cachimbo?
- Sai pra lá, menino. Eu estou caçando!!
- Dá fogo pr'o meu cachimbo, moço!
- Não tem fogo nenhum aqui, menino. Vai embora.
- Se o senhor “dé” fogo pr'o meu cachimbo eu lhe digo onde tem uma princesa prisioneira.
- Não quero saber de princesa, menino.
O garotinho pegou o cachimbo e...TUM!!! na cabeça de Arranca Serra. Que caiu para trás como morto. Mas não estava morto, só desmaiado. Quando acordou não viu mais o garotinho. Voltou ao encontro dos dois amigos e contou o que acontecera. Passavau e Manuel riram a valer. Passavau pegou a arma e foi caçar. Procura daqui... procura dali... e nada. Até que encontrou um garotinho com a cara gozada, um chapeuzinho de ferro na cabeça e um cachimbo na boca.
- Oh moço, me dá fogo pr'o meu cachimbo?
- Garoto, já ouvi falar em você, me deixa em paz.
- Dá fogo pr'o meu cachimbo, moço!
- Não tem fogo nenhum, garoto. Vai embora.
- Se o senhor “dé” fogo pr'o meu cachimbo, eu lhe digo onde tem uma princesa prisioneira.
- Não quero saber de princesa, garoto, me deixa em paz.
O garotinho pegou o cachimbo e... TUM!!! na cabeça de Passavau. Que caiu para trás como morto. Mas também não estava morto, só desmaiado. Quando acordou não viu mais o garotinho. Voltou ao encontro dos dois amigos. E Manuel riu a valer.
- Mas vocês... dois homens desse tamanho com medo de um garotinho.
Manuel pegou sua bengala e foi caçar. Procura daqui... Procura dali... e nada. Até que aparece o garotinho. Chapeuzinho de ferro na cabeça e cachimbo na boca.
- Oh moço, me dá fogo pr'o meu cachimbo?
- Garoto, me deixa em paz.
- Dá fogo pr'o meu cachimbo, moço!
- Não tem fogo nenhum, garoto. Eu quero caçar!
- Se o senhor “dé” fogo pr'o meu cachimbo, eu lhe digo onde tem uma princesa prisioneira.
- Quero lá saber de princesa, garoto, me deixa!
O garotinho pegou o cachimbo e...TUM!!! na cabeça de Manuel. Só que Manuel era cabeça dura. Pegou sua bengala e...TUM!!! na cabeça do garotinho. E eles começaram uma briga. Era...TUM! TUM! TUM! TUM! Até que Manuel foi mais ágil e roubou o chapeuzinho do garoto.
- Me dá meu chapeuzinho!
- Não “dô”!
- Me dá meu chapeuzinho!!
- Não “dô”!!
- Me dá meu chapeuzinho!!!
- Só lhe dou se você me disser onde está a princesa prisioneira!
- “Tá” bom!!!
O garotinho foi na frente, Manuel atrás. E atrás deles, sem que eles percebessem, o Passavau e o Arranca Serra que tinham seguido Manuel para ver como ele iria se arranjar. Ao chegar numa grande pedra, o garotinho fez um gesto mágico e a pedra se abriu. Passou o garotinho, passou Manuel e a pedra se fechou deixando para trás o Passavau e o Arranca Serra. O garotinho e Manuel andaram muito por uma gruta. Era uma gruta enorme. Até que avistaram um belíssimo castelo. Um castelo todo branco. Eles entraram no castelo que era ricamente decorado. Andaram por salas e salões, até chegarem numa pequena sala. Lá estava uma linda jovem que chorava. Era a princesa. Manuel ficou encantado com a beleza da moça. A princesa também ficou impressionada com aquele menino que mais parecia um homem. A princesa deu para Manuel um lenço branco. E o garotinho falou:
- Pronto, aí esta a princesa. Agora me dê meu chapeuzinho.
- Só dou depois que você preparar uma ceia para nós.
- “Tá” bom!!!
O garotinho saiu para preparar a ceia e a princesa ficou com Manuel. A moça contou sua história: estava ali presa pelo garotinho. Que não era garotinho coisa nenhuma, e sim um bruxo disfarçado. Ela só poderia sair dali, se alguém ficasse em seu lugar. Manuel prometeu ajudar e a princesa deu para ele um lenço azul.
A ceia ficou pronta. Manuel e a princesa sentaram e comeram. A moça tinha tanto apetite quanto Manuel. Terminada a ceia, o garotinho apareceu.
- Agora me dê meu chapeuzinho.
- Só dou se você libertar a princesa. Eu ficarei no lugar dela.
- “Tá” bom!!!
O garotinho fez um gesto mágico. A princesa jogou para Manuel um lenço vermelho e desapareceu. Aparecendo de novo, lá, depois da pedra. Junto com Passavau e Arranca Serra. No castelo o garotinho insistia:
- Agora me dê meu chapeuzinho.
- Você quer seu chapeuzinho?
- Quero!!
- Mas eu não dou.
Dizendo isso, Manuel jogou o chapeuzinho no chão. Pegou sua bengala e com toda força bateu no chapeuzinho... TUM!!! Foi chapeuzinho pra tudo que é lado. O garotinho começou a crescer... crescer... e se transformou num terrível bruxo. Logo que se transformou, começou a derreter... derreter... e se desmanchou no chão. O castelo começou a cair na cabeça de Manuel. O rapaz saiu correndo, mas a gruta também estava desmoronando. Manuel corria para se salvar. E a gruta despencando sobre sua cabeça. Quando chegou na pedra, ela estava fechada. O garotinho não existia mais e não tinha ninguém para abrir a pedra. O rapaz pegou sua bengala e com toda força que tinha...TUM!!! Foi pedra para tudo que é lado. E Manuel saiu...UFA!!! Mas onde está a princesa? O Passavau e o Arranca Serra sabendo da história da princesa, a levaram de volta para seu reino. Chegando lá, disseram ser os salvadores da jovem. Exigiam para um a mão da princesa, para outro uma grande fortuna. O Rei, pai da princesa, ficou tão feliz que nem ouviu os lamentos da filha. A moça só chorava dizendo que aqueles não eram seus salvadores. Mas o Rei estava tão feliz que nem ouvia. E Manuel, lá onde estava, não entendia nada. Pegou o lenço branco e pediu:
- Lenço, voa... voa e vai ao encontro da mulher que eu amo...
E o lenço se transformou num pombo e voou. Voou... voou... até que pousou no colo da princesa e se transformou novamente em lenço. A jovem pegou o lenço e mostrou ao pai.
- Olha meu pai, este lenço é do homem que me ama!!
E Manuel, lá onde estava, pegou o lenço azul e pediu:
- Lenço, voa... voa e vai ao encontro da mulher que me ama...
O lenço se transformou num pássaro azul e voou. Voou... voou até que pousou no colo da princesa e se transformou novamente em lenço. A jovem pegou o lenço e mostrou ao pai.
- Olha meu pai, este lenço é do homem que eu amo!!!
Manuel pegou o lenço vermelho e pediu:
- Lenço, voa... voa e me leva para os braços do meu amor...
O lenço cresceu... cresceu... envolveu Manuel e saiu voando. Voou... voou... até que chegou ao castelo da princesa. Manuel abraçou sua amada e a moça disse ao Rei:
- Olha meu pai, este é que me salvou. É o homem que eu amo.
O Rei viu verdade no que era dito pela filha. Expulsou Passavau e Arranca Serra do reino para que eles nunca mais voltassem. E fez um grande banquete que durou doze dias. Manuel e a princesa casaram-se e viveram felizes para sempre.
Adaptação de Augusto Pessôa do conto popular
"MANUEL DA BENGALA"

CONTO POPULAR - As Três Velhas

AS TRÊS VELHAS
Uma viúva tinha uma filha muito bonita que agradava a toda a gente. A viúva queria casar a filha com homem rico e para isso fazia o possível para conseguir um genro de posses. Na esquina da rua onde moravam as duas tinha uma casa de comércio cujo dono era solteiro e cheio de dinheiro. A viúva fazia as compras nessa casa e vivia estudando um meio de conseguir fazer com que o homem conhecesse e simpatizasse com sua filha.
Um dia ouviu o rapaz dizer que só se casaria com uma moça trabalhadeira e que fiasse muito mais do que todas na cidade. A viúva comprou logo uma porção de linho, dizendo que era para a filha fiar, e que esta era a melhor fiandeira do mundo.
A viúva chegando a casa entregou o linho â moça, dizendo que teria de fiá-lo completamente até a manhã seguinte. A moça, que não sabia fiar, começou a chorar, e foi sentar-se no batente da cozinha, rezando, desconsolada da vida. Estava nesse ponto quando ouviu uma voz perguntar.
- Chorando por quê, minha filha?
Levantou os olhos e viu uma velhinha. Uma velha feia e corcunda.
- E não hei de chorar? Minha mãe quer que eu fie todo esse linho e o entregue todo pronto amanhã de manhã. . . Mas não sei fiar!
- Não se agonie, minha filha. Se você me convidar para seu casamento e prometer que três vezes me chamará tia, em voz alta, darei uma ajuda.
A moça prometeu. A velha despediu-se e foi embora, deixando o monte de linho fiado e pronto. Como mágica. A viúva, quando achou a tarefa pronta, só faltou morrer de satisfeita. Correu até a loja do negociante, mostrando as habilidades da filha e pediu uma porção ainda maior de linho. O negociante espantado pelo trabalho da moça não quis receber dinheiro pela compra.
Vendo que as coisas se encaminhavam como ela desejava, a viúva voltou a dar o linho pra a filha fiar até a manhã seguinte. Novamente a moça se agoniou muito e foi chorar na cozinha. Estava nesse ponto quando ouviu uma voz perguntar.
- Chorando por quê, minha filha?
Levantou os olhos e viu uma outra velhinha. Mais feia que a outra e com a boca torta.
- E não hei de chorar? Minha mãe quer que eu fie todo esse linho e o entregue todo pronto amanhã de manhã. . . Mas não sei fiar!
- Não se agonie, minha filha. Se você me convidar para seu casamento e prometer que três vezes me chamará tia, em voz alta, darei uma ajuda.
A moça prometeu e o linho ficou pronto num minuto. Como mágica.
A viúva voltou correndo à loja do homem rico, mostrando o linho fiado e gabando a filha. O negociante estava simpatizando muito com a moça que fiava tão depressa e tinha tamanhas qualidades. A viúva voltou com uma carga de linho enorme, entregando aquela penitência à sua filha.
Aconteceu como nas outras vezes. Apareceu uma velha que perguntou:
- Chorando por quê, minha filha?
A moça levantou os olhos e viu uma terceira velhinha. Mas essa era a mais feia das três. Tinha os dedos finos e compridos como patas de aranhas.
- E não hei de chorar? Minha mãe quer que eu fie todo esse linho e o entregue todo pronto amanhã de manhã. . . Mas não sei fiar!
- Não se agonie, minha filha. Se você me convidar para seu casamento e prometer que três vezes me chamará tia, em voz alta, darei uma ajuda.
A moça prometeu e o trabalho ficou pronto num piscar de olhos. Como mágica.
Quando o negociante viu o linho fiado, pediu para conhecer a moça, conversou com ela: e acabou falando em casamento. Como era muito bonito e educado, a moça aceitou e marcou-se o casamento. O homem mandou preparar sua casa com todos os arranjos decentes e encheu uma mesa de fusos, rocas, linhos, tudo para que a mulher se ocupasse em fiar.
Depois do casamento, na hora da festa, estavam todos reunidos e muito alegres, quando bateram palmas e entrou uma das três velhas. A noiva correu logo dizendo:
- Que alegria, minha tia! Entre, minha tia, sente-se aqui perto de mim, minha tia.
Assim que a velha sentou na cadeira, chegou a outra, recebida com a mesma satisfação:
- Entre minha tia! Sente-se aqui, minha tia! Vai jantar comigo, minha tia!
A terceira velha chegou também e a noiva abraçou-a logo:
- Dê cá um abraço, minha tia! Vamos sentar, minha tia! Quero apresentá-la ao meu marido, minha tia!
Foram para o jantar e o marido e convidados não tiravam os olhos de cima das três velhas que eram feias como o pecado mortal.
Depois do jantar, o marido não se conteve e perguntou por que a primeira era tão corcunda, a segunda com a boca torta e a terceira com os dedos tão finos e compridos. As velhinhas responderam:
- Eu fiquei corcunda de tanto fiar linho, curvada para rodar o fuso!
- Eu fiquei com a boca torta de tanto cortar os fios de linho quando fiava!
- Eu fiquei com os dedos assim de tanto puxar e remexer o linho quando fiava!
Ouvindo isso o marido mandou buscar os fusos, rocas, meadas, linhos, e tudo que servisse para fiar, e fez com que queimassem tudo, jurando a Deus que jamais sua mulher havia de ficar feia como as três tias fiandeiras por causa do encargo de fiar. Depois, as três velhas desapareceram para sempre e o casal viveu muito feliz.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

UMA HISTÓRIA - Banana

Banana
Chamava-se Dulce. Era uma mulher difícil. O marido tentava agradá-la, mas não tinha jeito. O infeliz trabalhava numa tabacaria e ganhava pouco. Depois de muitos anos no trabalho chegou a gerência do estabelecimento. O que para Dulce não queria dizer absolutamente nada. Inútil, era o mais leve adjetivo que ela usava para se referir a ele. O casal morava num apartamento que a avó tinha deixado para ele na parte velha da cidade. E isso era o motivo das maiores reclamações de Dulce. Como ela poderia viver ali cercada de pervertidos. Seu vizinho de porta, talvez o maior de todos os pervertidos, fazia prostituição. Matou um cliente com doze facadas. Dulce ficava desesperada com aquela situação e atormentava o marido. Apesar disso ele a amava. Talvez, até por isso mesmo.
Ele tentava dobrar a mulher comprando presentes, ao que Dulce respondia sempre revoltada. Era um absurdo gastar dinheiro com bobagens, quando o mais lógico era economizar para sair dali. Comprava flores e a mulher perguntava se ele tinha ido ao cemitério para roubar flores tão feias e murchas. Ele a convidava para ir ao cinema e Dulce o chamava de egoísta. Ele sabia que ela não podia perder a novela. Ao ver bombons ela falava da dieta. E dizia que ele queria vê-la gorda e cheia de varizes.
Os vizinhos reparavam. Sabiam bem quem mandava naquela casa. E tinham pena do pobre homem. Ao que Dulce respondia aos palavrões. Não era mulher de levar desaforo para casa. Algumas vezes chegou aos tapas com vizinhos mais arrogantes.
Apesar de difícil, Dulce tentava ajudar na casa. Já que o "inútil" não melhorava a situação, ela tinha que fazer alguma coisa. E fazia biscates para melhorar o orçamento da casa. E, é claro, isso era motivo de maiores humilhações para o pobre homem.
Certa vez uma amiga (que não era da parte velha da cidade, pois ela não tinha amigos ali) chamou para um trabalho fácil e que renderia um bom dinheiro. Dulce se interessou logo e foi com amiga ver do que se tratava. Era realmente fácil: na inauguração de um supermercado ela teria que usar uma fantasia e animar a festa. Aceitou, apesar de não ser muito animada, e foi com amiga experimentar a tal fantasia. Ao chegar no lugar marcado, uma moça que mastigava ruidosamente um chiclete entregou para ela uma fantasia de banana. Sua amiga seria um tomate. Ao receber a fantasia Dulce sentiu um arrepio forte. Tentou trocar a fantasia, mas a moça que mastigava explicou que não tinha outra. Era banana ou nada. Ela ainda tentou trocar a fantasia com a amiga, mas essa disse que preferia ser um tomate. Dulce quase desistiu, mas o pagamento era bom e ela aceitou.
Naquela noite não conseguiu dormir. Só pensava no dia seguinte, o dia da inauguração do supermercado, quando ela seria uma banana. Uma mulher banana. Quando o marido acordou Dulce já estava pronta para sair. Ela explicou para ele o que iria acontecer e o marido nada falou. Dulce saiu sentindo arrepios fortes. Ela ia ser a banana. A mulher banana.
Ao chegar ao supermercado se vestiu em silêncio. A amiga já era um tomate. Outras frutas e legumes já estavam por ali. E foram todos animar a festa. O povo, ao ver os fantasiados, ficou entusiasmado. Mas gritava feliz e apontava para uma em especial: era a banana. A banana. E Dulce dentro daquela roupa sentia arrepios fortes. Ela era a banana.
Quando terminou a festa, Dulce se trocou depressa. Foi correndo para casa e nem pegou seu pagamento. Ao chegar em casa o marido a encontrou desesperada. Ela suplicou:
- Não tem banana em casa. Vai comprar banana.
Ele foi. Ao voltar para casa entregou um cacho de bananas para a mulher. Dulce abraçou o cacho sobre o peito e chorou. As bananas amassaram-se misturadas as suas lágrimas. A partir desse dia tudo mudou naquela casa.

MALASARTES NO CÉU

Contam lá em Gato Pelado, uma cidade perdida no interiorzão desse Brasil, que o Pedro Malasartes foi para o céu. Mas não se preocupe, minha gente! O Malasartes não morreu. Ele só queria ver como eram as coisas por lá. Estava cansado de fazer tanta aprontação por aqui e resolveu ir pro céu! Queria ver como eram as coisas por lá! Queria saber se todo mundo era bom mesmo lá no céu ou era só enganação. E também queria palestrar com seus santos de devoção. Principalmente com Jesus e com a Virgem Maria. Mas o pobre teve que andar muito pra chegar no céu. Porque o céu é longe. E bota longe nisso. Foi uma canseira... uma verdadeira ladainha.... uma romaria... uma procissão sem fim.... Mas enfim, ele chegou no céu. E diante daquele portão celeste todo dourado, Malasartes suspirou:
- Nossa! Como eu andei para chegar aqui! Pois é, minha gente, eu tava cansado de tanta aprontação lá na terra. Resolvi vim conhecer o céu. Mas eu só quero dar uma olhada, bater um papo com Santo Antonio, com São João, com Santo Expedito. E quero muito conhecer a mãe de todos. A nossa Virgem Maria! A minha Mãezinha de coração! Mas como é que eu vou entrar?
O portão dourado começou a abrir lentamente e surgiu São Pedro com suas barbas brancas, sua túnica azul e carregando um enorme molho de chaves. Alto, muito alto. Com mais de dois metros de altura. Malasartes ficou encantado:
- Mas olha quem está na porta, pra me receber... É São Pedro! O chaveiro do céu! Vixe, como ele é grande!! – tirou o chapéu e cumprimentou o santo – - Tarde, São Pedro!
- Boa tarde, meu filho!
- Desculpe, eu lhe falar, mas o senhor é muito grande!
- Que bobagem! Somos todos grandes aos olhos de Deus!
- Não sei quanto ao olho de Deus, mas pro meu olho o senhor está grande pra caramba!
- Mas o quê o filho deseja aqui? Acho que ainda não chegou sua hora!
O Malasartes coçou a cabeça:
- Eu sei, São Pedro! Mas é que eu estava tão cansado de tanta aprontação lá na Terra que eu queria dar uma olhada como é que são as coisas aí no céu! Podia até conversar com alguns santos, conhecer a Virgem Maria e quem sabe palestra com o homem... o próprio Jesus! Se não for pedir de mais!
- Mas não chegou sua hora, meu filho! Aqui só entra quem está “na hora”. E quem entra no céu não pode mais sair!
O Pedro Malasartes arregalou o olho:
- Não pode sair?
- Não!
- Ninguém?
- Ninguém!
O Malasartes deu um sorriso de lado e disse:
- Mas Jesus não foi pro céu e voltou no terceiro dia?
São Pedro deu uma pigarreada e sem graça respondeu:
- Isso é lá com Jesus! Ele manda por aqui!
- Nossa, até no céu os poderosos tem regalia!
O santo não gostou e com voz de trovão deu uma bronca no malandro:
- Pedro Malasartes, não fale isso!
O amarelo ficou espantado:
- O senhor sabe meu nome?
- Aqui no céu nos sabemos de tudo!
- Ah é, então me diga: o quê eu estou pensando agora?
- O quê você está pensando? Deixe eu ver...
São Pedro apertou os olhos e fez uma careta com força como se quisesse ler os pensamentos do matuto. Malasartes deu um sorriso:
- O senhor não está conseguindo, mas eu vou lhe ajudar! Eu sei o quê o senhor está pensando. O senhor está pensando que eu quero lhe enganar, não é?
- É.
- Mas eu não quero não. Eu só quero entrar no céu. Viu, o senhor não sabe de tudo! Então como o senhor não sabe de tudo, podia me deixar entrar um pouquinho...
- Não pode, Malasartes! Quem entra aqui não sai! E só entra quando está “na hora”!
- Deixa, São Pedro! O senhor é meu xará!
- Só pode entrar quando estiver “na hora”!
- E se não estiver “na hora”? Não pode ficar aí dentro?
São Pedro explicou que se não podia nem entrar, também não podia ficar lá dentro. O Malasartes coçou a cabeça e teve uma idéia. Começou a se esfregar como se tentasse se aquecer e disse:
- São Pedro está uma ventania aqui! O senhor está sentindo?
São Pedro olhou para um lado, para o outro e respondeu:
- Eu não estou sentindo nada.
- O senhor aí de cima não pode sentir nada. Está fazendo até barulho, escuta só.
O malandro começou a fazer o barulho do vento: VUUUUUUUUUUU! VUUUUUU! E ficou se balançando como se o vento quisesse carregar ele. E São Pedro não entendia nada:
- Mas eu não estou sentindo nada!
O matuto foi fazendo mais barulho e se balançando mais ainda. Até que deu um grito bem alto:
- O vento está muito forte! Vai levar o meu chapéu! VUUUUU! VUUUUUU! O Malasartes pegou seu chapéu, jogou lá dentro do céu e começou a gritar:
- Ai, meu chapéu! Meu chapéu novinho! Tenho que pegar ele!
O amarelo tentou entrar no céu. São Pedro quis impedir, mas o malandro passou por entre as pernas do santo. O chaveiro do céu gritou furioso:
- Você não pode ficar aqui dentro!
Malasartes deu um sorriso maroto e foi entrando:
- Ah, São Pedro, agora que eu já estou aqui vou conversar um pouco com os meus santos queridos.
Quando viu o santo casamenteiro, o Malasartes correu atrás dele:
- Santo Antonio! Ô, Santo Antonio!
São Pedro foi atrás, reclamando. E começou um corre-corre danado no céu. O Malasartes falou com Santo Expedito, com São João, com o Arcanjo Gabriel. Palestrou até com a Nossa Senhora! Atrás dele ia São Pedro bufando e reclamando. Até que o Malasartes parou para descansar. O santo conseguiu alcançar o malandro e lhe deu um puxão de orelhas:
- Mas isso é coisa que se faça! Ficar correndo pelo céu!
- Mas eu queria pegar o autógrafo dos meus santos queridos! – mostrou orgulhoso - Peguei de Santo Antonio... São Marcos... Santo Expedito... e esse é o mais importante... È o autógrafo da Virgem Maria!
O porteiro do céu bufava de raiva:
- Isso aqui não é show para você ficar pegando autógrafo!
- Ih, o senhor está muito nervoso! É melhor eu ir embora!
- Ir embora? Como? Você não pode sair!
- Mas o senhor não disse que eu não podia ficar?
- Mas já que entrou não pode sair!
- Agora vá entender! O senhor ficou o tempo todo atrás de mim dizendo que eu não podia ficar! Agora eu não posso sair?
- Mas você entrou no céu...
- Entrei no céu pra pegar o meu chapéu!
- Pois não devia ter entrado! E agora não vai sair de jeito nenhum!
- Mas não chegou “a minha hora”!
São Pedro cada vez mais furioso ficou enorme e esbravejou:
- Não interessa! Agora que entrou não vai mais sair! Quem manda aqui sou eu!
Malasartes percebeu que tinha que arrumar um jeito de enganar de novo o santo e teve uma idéia. Baixou os olhos e encolheu os ombros murmurando:
- Está certo! O senhor é quem manda aqui, então eu vou ficar!
São Pedro ficou todo orgulhoso e deu um sorriso. E o Malasartes continuou:
- E quando perguntarem eu vou dizer que foi o senhor que mandou!
O chaveiro do céu já estava inchado de tanto orgulho. Foi aí que o Malasartes sapecou:
- Eu só quero ver a cara do Todo Poderoso... Do Messias... de Jesus de Nazaré quando der comigo por aqui. Um sujeito como eu... Que nem está “na hora”! Mas pode deixar que eu digo que foi o senhor que mandou. Eu acho que ele vai compreender!
O santo arregalou o olho e o matuto continuou:
- Aposto que Jesus vai compreender e não vai ficar nem um pouco chateado! Ainda mais sabendo que é ordem sua. Afinal, quem manda aqui é o senhor, né?
São Pedro, muito sem graça, pigarreou e perguntou:
- Eh... Ahn... Você não vai dizer isso para Jesus?
- Mas é claro que... VOU!
São Pedro viu que aquilo não ia dar certo e disse para o malandro ir embora. Mas o danado ainda quis gozar da cara do santo. Deu um sorriso maroto e foi dizendo:
- Ah, não, agora eu quero ficar! Quero ver a cara de Jesus quando ele souber quem manda aqui de verdade!
São Pedro foi perdendo a paciência e disse entre dentes:
- Malasartes vai embora...
- Se o senhor mandar...
São Pedro perdeu a paciência deu um grito e empurrou o amarelo para fora do céu Os portões celestes se fecharam nas costas do malandro e ele foi embora feliz da vida.
E não é que o Malasartes enganou até o santo! São Pedro ficou furioso, mas depois esqueceu. E o Pedro Malasartes voltou pra Terra e continuou suas estripulias por aqui! Diz que ele anda pelo mundo todo fazendo aprontação, mas isso já é outra história!

Adaptação de Augusto Pessôa

A RÃ E O BOI - VÍDEO

A RÃ E O BOI - VÍDEO
Apresentação de Augusto Pessôa no Simpósio Internacional de Contadores de Histórias SESC RJ 2010. Clique na imagem e assista a história

A MENINA QUE FAZIA AZEITE DE DENDÊ

A MENINA QUE FAZIA AZEITE DE DENDÊ
Clique na imagem e assista a hitória

UMA APOSTA (VÍDEO)

UMA APOSTA (VÍDEO)
Conto de Artur Azevedo. CLIQUE NA IMAGEM E VEJA O VÍDEO

LIVROS LEGAIS

  • GRAMÁTICA DA FANTASIA de Gianni Rodari - Summus Editorial.
  • GUARDADOS DO CORAÇÃO – Memorial para Contadores de Histórias de Francisco Gregório Filho - Editora Amais.
  • FÁBULAS ITALIANAS de Ítalo Calvino - Editora Companhia das Letras
  • DICIONÁRIO DE FOLCLORE BRASILEIRO de Câmara Cascudo - Editora Itatiaia
  • VASOS SAGRADOS de Maria Inez do Espírito Santo - Ed Rocco
  • MEUS CONTOS AFRICANOS - seleção de Nelson Mandela - Ed Martins
  • LENDAS BRASILEIRAS de Camara Cascudo - Ediouro
  • CONTOS TRADICIONAIS DO BRASIL de Camara Cascudo - Ed Itatiaia
  • CONTOS POPULARES DO BRASIL de Silvio Romero - Ed Itatiaia

A MOURA TORTA

A MOURA TORTA
Clique na imagem e assista a um trecho do espetáculo

MARIA BORRALHEIRA (VÍDEO)

MARIA BORRALHEIRA (VÍDEO)
Peça teatral baseada no conto popular MARIA BORRALHEIRA com Augusto Pessôa e Rodrigo Lima. Direção Rubens Lima Junior. Clique na foto e assista a um trecho da peça.

FELIZES PARA SEMPRE (RESENHA)

FELIZES PARA SEMPRE (RESENHA)
Clique na imagem e veja a resenha do livro FELIZES PARA SEMPRE

QUANDO OS BICHOS AINDA FALAVAM

QUANDO OS BICHOS AINDA FALAVAM
Apresentação no Simpósio Internacional de Contadores de Histórias SESC RJ 2009

A MENINA QUE VIROU CORUJA (VÍDEO)

A MENINA QUE VIROU CORUJA (VÍDEO)
Conto Africano. Clique na imagem e assista ahistória

ERA VIDRO E SE QUEBROU (VÍDEO)

ERA VIDRO E SE QUEBROU (VÍDEO)
Apresentação do Coral da Ciser - Joinville (2009). Cliuqe na imagem e assista a um trecho do espetáculo

ERA VIDRO E SE QUEBROU (VÍDEO)

ERA VIDRO E SE QUEBROU (VÍDEO)
Apresentação do Coral da Ciser - Joinville (2009). Clique na imagem e assista a um trecho do espetáculo.

ERA VIDRO E SE QUEBROU (VÍDEO)

ERA VIDRO E SE QUEBROU (VÍDEO)
Apresentação do Coral da Ciser - Joinville (2009). Clique na imagem e assita a um trecho do espetáculo

O REI DOENTE DO MAL DE AMORES - SONHO DE MENINA

O REI DOENTE DO MAL DE AMORES - SONHO DE MENINA
Apresentação no SESC Niterói - nov 2009 - Clique na imagem e assista a apresentação.

O MARIDO FIEL - VÍDEO

O MARIDO FIEL - VÍDEO
Conto de Nelson Rodrigues - adaptação e narração de Augusto Pessôa. Clique na imagem e assista a história.

O JABUTI E A FRUTA (VÍDEO)

O JABUTI E A FRUTA (VÍDEO)
conto popular adaptado por Augusto Pessôa. CLIQUE NA IMAGEM E ASSISTA AO VÍDEO

VOU BUSCAR O MEU AMOR (VÍDEO)

VOU BUSCAR O MEU AMOR (VÍDEO)
Cena do espetáculo A MOURA TORTA. Clique na foto e veja a cena

A MOURA TORTA

A MOURA TORTA
Clique na imagem e assista a um trecho do espetáculo em cartaz no teatro do Jockey - Gávea

JABUTI

JABUTI
Apresentação no Simpósio Internacional de contadores de Histórias - SESC RJ 2009. Clique na imagem e assista a um trecho da apresentação

O REI DOENTE DO MAL DE AMORES - abertura da peça (VÍDEO)

O REI DOENTE DO MAL DE AMORES - abertura da peça  (VÍDEO)
Apresentação no SESC Niterói - nov 2009 - Clique na imagem e assista a apresentação

A NOITE QUE A LUA SUMIU DO CÉU (VÍDEO)

A NOITE QUE A LUA SUMIU DO CÉU (VÍDEO)
Clique na imagem e veja um clipe do espetáculo

A DAMA DO LOTAÇÃO (VÍDEO)

A DAMA DO LOTAÇÃO (VÍDEO)
conto de Nelson Rodrigues. Adaptação e narração de Augusto Pessôa

O REI DOENTE DO MAL DE AMORES (VÍDEO)

O REI DOENTE DO MAL DE AMORES (VÍDEO)
Peça baseada no conto popular O REI DOENTE DO MAL DE AMORES (2003). Clique na foto e veja um trecho do espetáculo.

TOC, TOC, TOC, TOC (VÍDEO)

TOC, TOC, TOC, TOC (VÍDEO)
Conto de Arur Azevedo. CLIQUE NA IMAGEM E VEJA O VÍDEO

MALASARTES E O HOMEM ENGANADO DUAS VEZES (VÍDEO)

MALASARTES E O HOMEM ENGANADO DUAS VEZES (VÍDEO)
Contação de Histórias. Clique na imagem e assista a contação.

MENINA FACEIRA

MENINA FACEIRA
Apresentação de Augusto Pessôa e Rodrigo Lima no Instituto Moreira Salles - set 2009. Clique na imagem e veja a apresentação.

HISTÓRIA DE ANTANHO (VÍDEO)

HISTÓRIA DE ANTANHO (VÍDEO)
NA CASA DE SEU PEDRÃO. Apresentação de Augusto Pessôa e Rodrigo Lima no SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CONTADORES DE HISTÓRIAS - SESC RJ (2008). Clique na imagem e veja a apresentação

MÚSICA - NA FEIRA DO TEM TEM (VÍDEO)

MÚSICA - NA FEIRA DO TEM TEM (VÍDEO)
O Rei Doente do Mal de Amores - apresentação no SESC Niterói 2009. Clique na imagem e assista a cena.

PARA SEMPRE FIEL (VÍDEO)

PARA SEMPRE FIEL (VÍDEO)
Conto de Nelson Rodrigues - adaptação e narração de Augusto Pessôa

SUSPIROS VÃO E VEM (VÍDEO)

SUSPIROS VÃO E VEM (VÍDEO)
Apresentação do espetáculo O REI DOENTE DO MALDE AMORES no SESC Niterói 2009. Clique na imagem e assista a apresentação

MALASARTES! (VÍDEO)

MALASARTES! (VÍDEO)
Peça baseada nas histórias de Pedro Malasartes. Clique na foto e veja um trecho do espetáculo

O JABUTI E A FRUTA

O JABUTI E A FRUTA
Apresentação no Simpósio Internacional de Contadores de Histórias - SESC RJ 2009. Clique na imagem e assista a história

A MOURA TORTA

A MOURA TORTA
Crítica do espetáculo publicada no JORNAL DO BRASIL

MARIA BORRALHEIRA - CRÍTICA (IMAGEM)

MARIA BORRALHEIRA - CRÍTICA (IMAGEM)
Clique na imagem e leia a crítica sobre o espetáculo

MALASARTES - CRÍTICA (IMAGEM)

MALASARTES - CRÍTICA (IMAGEM)
Clique na imagem e leia a crítica do espetáculo.

CRÍTICA DO ESPETÁCULO O REI DOENTE DO MAL DE AMORES

CRÍTICA DO ESPETÁCULO O REI DOENTE DO MAL DE AMORES

MALASARTES - Histórias de Um Camarada Chamado Pedro

MALASARTES - Histórias de Um Camarada Chamado Pedro
Livro de Augusto Pessôa publicado pela Editora ROCCO (2007)

FELIZES PARA SEMPRE

FELIZES PARA SEMPRE
Livro com adaptações de Augusto Pessôa - Editora ROCCO (2003)

CONTOS DE HUMOR

CONTOS DE HUMOR
Contos de Artur Azevedo - organização Augusto Pessôa - Editora ROCCO (2008)

CONTANDO HISTÓRIAS NA ABL

CONTANDO HISTÓRIAS NA ABL
CONTANDO HISTÓRIAS NA BIBLIOTECA DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS