AUGUSTO PESSÔA - CONTADOR DE HISTÓRIAS - (BRASIL)

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Ator, Cenógrafo, Figurinista, Arte Educador Dramaturgo e Contador de Histórias. Bacharelado em Artes Cênicas (Habilitação em Interpretação e Habilitação em Cenografia) pela UNI-RIO - Universidade do Rio de Janeiro.

A PANQUECA FUGITIVA, O RESMUNGÃO E OUTROS CONTOS NÓRDICOS

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HISTÓRIAS DE NATAL

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livro de contos populares adaptados e ilustrados por Augusto Pessõa - Ed. Escrita Fina (2010)

HISTÓRIAS DE BRUXAS - livro

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sábado, 12 de setembro de 2009

MALASARTES SONHANDO COM ANJOS (conto popular)


Já era noite e o Pedro, depois de gastar todo o seu dinheiro, andava por uma estrada. Estava cansado e com muita fome. A barriga roncava. E num ronco alto. Até que passou por ele uma charrete. O amarelo falou ao condutor, parando o veículo:
- Boa noite! O amigo mora por aqui?
- Moro, sim senhor! – respondeu o outro.
E o Pedro continuou:
- O amigo sabe se por aqui tem algum povoado, uma estalagem ou uma venda?
O homem da charrete, antes de responder, olhou para o amarelo com muita pena e falou assim:
- Tem, meu amigo! Tem uma estalagem logo virando a curva, mas acho que o amigo não vai se fiar ali. É uma estalagem com muito conforto. Metida a besta. O dono é um sujeito cheio de artimanha. Gosta um bocado de dinheiro. Principalmente dos outros. Ele é muito sabido... inventa umas histórias... conta umas “lorota”... e engana todo mundo! Obriga as pessoas a pagar uma fortuna pela hospedagem. Quem não tem dinheiro tem que ficar trabalhando na estalagem para pagar a divida. E o sujeito adora enganar os trouxas!
O condutor da charrete respirou fundo e continuou:
- O amigo... me perdoe... mas não parece nem provido de dinheiro, nem de esperteza. Acho melhor seguir seu caminho e procurar um lugar mais tranqüilo.
E o amarelo quis saber:
- E como é que ele engana as pessoas?
- Ele inventa que tem uns sonhos... e diz que com eles consegue coisas maravilhosas! E cobra alto por elas! Muito alto mesmo! E tem uma lábia! Leva todo mundo na conversa.
O Pedro ficou curioso de conhecer o tal estalajadeiro, fez uma cara de pobre coitado para o homem da charrete e pediu:
- Meu amigo, eu não agüento mais! Estou muito cansado e com muita fome! Vou me entregar a minha própria sorte! O senhor se incomoda de me dar uma carona até a estalagem?
O outro encolheu os ombros:
- Se o amigo assim quer... pode subir!
O Malasartes subiu depressa e a charrete seguiu pela estrada. Logo na virada, o Pedro viu a estalagem. E era realmente uma construção bonita. Muita enfeitada, com um telhado vermelho e paredes branquinhas. Tinha uma placa que anunciava: “Estalagem dos Sonhos”. O amarelo saltou da charrete, agradeceu ao homem e entrou no estabelecimento por uma porta de vai e vem. Dentro tinha um bar com mesinhas. O lugar estava cheio e quando o amarelo entrou, todos olharam para ele. Começaram a cochichar e dar risadinhas. Deviam estar pensando que era mais um que o dono da estalagem iria enganar. O Pedro foi até o balcão e o estalajadeiro veio atender. Era um homem bonito. Com a cara redonda e rosada. Os cabelos eram encaracolados e louros. Parecia um anjo. A face da bondade.
- O que o amigo deseja? – perguntou o homem com um sorriso e cara de boas vindas.
Malasartes coçou a cabeça, olhou para todos em volta e respondeu:
- Preciso comer alguma coisa e de uma cama para descansar. É possível?
- Mas claro que é possível! Vou mandar servir nossa melhor comida e depois o amigo vai dormir na mais confortável cama da estalagem.
O Malasartes agradeceu e foi sentar numa das mesas. O povo todo do lugar não tirava o olho dele. Riam e cochichavam. A comida veio e era realmente uma beleza. Tudo muito bem servido e apetitoso. Quando terminou de comer, Malasartes deu uma espreguiçada e o dono da estalagem se aproximou:
- Ficou satisfeito, amigo?
- Muito! Nunca comi uma comida tão gostosa!
- Eu sabia! É uma receita especial! – o sujeito respirou fundo e baixou a voz – Olha, o amigo pode não acreditar, mas quem me ensinou essa receita foi um anjo!
Malasartes coçou a cabeça e pensou: “Agora é que começa a lorota!”
O Pedro olhou para o homem, fez uma cara de espanto e perguntou alto:
- Um anjo?
E o outro respondeu muito sério, fazendo um gesto para o Malasartes baixar a voz:
- É! Um anjo! Eu sonho com anjos e eles me dizem coisas!
- Como assim? – quis saber o amarelo.
- Eles mostram onde eu posso encontrar coisas maravilhosas e me ensinam receitas. Tudo que têm lá no céu eles me contam.
- É mesmo?
- Claro! O amigo não acredita?
- Acredito! Já vi cada coisa nessas minhas viagens! O amigo não pode nem imaginar! Viajo tanto e estou tão cansado... foi muito bom comer essa comida receitada por anjos! Mas agora, o que eu preciso mesmo, é de um lugar para descansar os ossos...
O homem louro deu uma risadinha e todo mundo que estava no lugar esticou os ouvidos. O homem esfregou as mãos e disse ao amarelo:
- Pois o senhor vai ter o melhor lugar desse mundo para descansar. Uma cama maravilhosa e com um detalhe especial: um travesseiro forrado com penas!
- Pena de quê? – quis saber o Pedro – Pena de ganso?
- Penas de anjo! – respondeu o dono da estalagem.
O Malasartes fez novo espanto:
- O senhor depenou os anjos?
O homem louro riu.
- Não, meu amigo! É que nos meus sonhos, os anjos descem do céu por uma escada de ouro e contam para mim maravilhas!
O Pedro continuou no espanto.
- Escada de ouro? E como eles arrumam tanto ouro para fazer uma escada que vem do céu? Eles é que constroem a escada?
O outro ficou espantado com a pergunta, mas não se fez de rogado:
- Não sei. Isso eles nunca me contaram.
E o Malasartes o tranqüilizou:
- Ah... deve ser segredo deles!
- Isso mesmo! Eles descem pela escada de ouro e vem conversar comigo lá no meu quarto. Enquanto falam batem com força as asas e as penas vão caindo. E os meus sonhos são tão reais que, quando acordo, o meu quarto está coberto de penas. Penas de anjo. Eu cato aquelas pluminhas branquinhas e fabrico esses travesseiros.
O Pedro olhou bem nos olhos do sujeito. Deu um suspiro profundo e falou:
- Mas que beleza, né?
- O amigo não acredita?
O povo que estava na estalagem deu uma risadinha. Parecia que aquela pergunta era uma espécie de bordão do dono da estalagem. Mas o Malasartes não se incomodou.
- E porque não havia de acreditar? Um homem com essa sua cara... parece que veio do céu junto com os anjos. Como é que eu não vou acreditar numa história tão bonita e tão verdadeira?
- E ainda tem mais!
- Pois continue! – disse o amarelo querendo ver aonde isso ia chegar.
- Esses travesseiros são mágicos!
- Mágicos?
- É. Quem deita a cabeça neles tem o melhor sono do mundo! Recupera todas as forças e pode depois enfrentar qualquer coisa!
O Malasartes deu um pulo de felicidade e falou:
- Pois é exatamente isso que eu estou precisando! Amanhã tenho uma tarefa grande para enfrentar!
O povo todo do lugar, não se agüentou, deu uma grande gargalhada. E o Pedro perguntou ao dono da estalagem:
- Eles estão rindo de quê?
- De nada, meu amigo, essa gente tem o riso frouxo!
- Bom... se é assim... eu prefiro ir dormir. Minha cama já está pronta com o travesseiro mágico?
- Prontinha! Está só esperando o seu descanso!
- Eu só tenho uma pergunta para fazer: quanto isso vai me custar? – quis saber o amarelo.
- Ah... amanhã a gente conversa sobre isso! – desconversou o homem louro.
Malasartes deu de ombros e foi para o quarto. O dono da estalagem esfregou as mãos com satisfação.
- Amanhã vou ter mais um empregado na casa!
O povo todo do lugar deu uma nova gargalhada.
O Pedro entrou no quarto. Era um quarto muito jeitoso com uma janelinha que dava para o quintal da estalagem. Era uma janela baixa. Apesar da noite alta, o amarelo viu que o quintal era coberto de pedrinhas. Ao fundo uma grande pedreira. Não tinha como fugir dali. Devia ser mais uma artimanha do estalajadeiro para prender aqueles que ele enganava. O Malasartes se espreguiçou e foi deitar. A cama era realmente muito confortável. O amarelo ficou curioso, pensando em quanto o dono da estalagem iria cobrar por aquela estadia. Estava nisso quando... dormiu. O sono dos justos.
No dia seguinte, já com o sol alto, o Pedro levantou. Tomou um banho, se vestiu e saiu do quarto para tomar o seu café da manhã. Encontrou o bar cheio. Todas as pessoas, que estavam ontem à noite no lugar, já estavam lá. O dono da estalagem estava atrás do balcão com um sorriso largo. O Malasartes se aproximou e falou apontado para as pessoas:
- Bom dia! Desculpe perguntar: esse povo não dorme, não? Parece que ninguém saiu daqui!
O homem louro deu uma gargalhada.
- Eles gostam daqui! – mudando de assunto, emendou – Dormiu bem?
- Como um rei! Tive um sonho maravilhoso! O amigo nem vai acreditar!
Atrás do balcão, o homem que parecia satisfeito disse:
- Foi o travesseiro! Eu não falei?
- Mas eu não duvidava disso. Bendito travesseiro com asa de anjo! – respondeu o amarelo.
O estalajadeiro fez uma cara triste.
- É... mas tem uma coisa chata.
- O que é? – quis saber o Pedro.
- O travesseiro mágico só pode ser usado uma única vez. Depois de usado ele perde a magia e vira um travesseiro comum.
- Ah... mas que tristeza! Tive um sonho tão gostoso que estava pensando em até levar um travesseiro comigo! – e o Malasartes mudou de assunto – Tem café da manhã?
- Claro!
- É receita dos anjos?
- E podia ser de outro jeito?
- Então pode me servir, por favor?
O Pedro sentou numa mesinha e todo mundo ficou olhando. O estalajadeiro serviu um café digno de um príncipe. O Malasartes comeu até se fartar. Depois foi até o balcão onde estava o dono da estalagem, sendo o tempo todo seguido pelos olhares do pessoal que estava no bar. Chegou no balcão, bateu de leve e disse ao homem louro:
- Bom... já comi, já dormi e só uma coisa me prende aqui: quanto lhe devo pela comida e dormida?
O povo que estava por lá espichou o ouvido e foi aí que o homem louro mudou a cara. Ficou sério e falou assim:
- Espera aí! Não é só uma “comida e uma dormida”! É uma comida receitada por anjos e uma dormida em travesseiro mágico. Um travesseiro com asa de anjo que o amigo estragou!
Malasartes fez espanto:
- Estraguei?
- Se ele perdeu a mágica porque foi usado pelo senhor... foi o senhor que estragou!
- E não é que é verdade! Que pena! Mas quanto vai ficar isso?
O povo todo se espichou mais para ouvir a quantia. Teve gente que quase caiu da cadeira. E o dono da estalagem fez seus cálculos:
- Bom... contando a comida... à noite de sono... e o café da manhã. Tudo de primeira! Receitado por anjos! O amigo me deve... Seis milhões!
Houve um alarido entre aqueles que estavam no bar. O dono da estalagem nunca tinha cobrado tão alto. O Malasartes arregalou o olho e não disse nada, mas o homem louro perguntou:
- Que foi? Achou caro? Não tem o dinheiro para pagar?
E o amarelo respondeu:
- Seis milhão! – ele respirou fundo e continuou – Meu amigo, tô impressionado como o senhor é barateiro! O senhor não valoriza o seu trabalho! Um serviço de primeira!
O povo todo ficou de boca aberta com a resposta do Malasartes, mas o estalajadeiro perguntou:
- E o senhor vai me pagar?
- Claro! O senhor tem dúvida?
Houve um silêncio e o caipira malandro continuou:
- Eu vou lá no meu quarto pegar minhas coisas e já lhe trago o pagamento.
O Malasartes saiu. Ficou tudo mundo no maior alvoroço para saber como aquele amarelo iria pagar aquela dívida. O dono da estalagem estava tranqüilo. Sabia que, por ali, o Pedro não podia fugir por causa da pedreira. Outros já tinham tentado e não conseguiram. Lá no quarto, o Malasartes pegou suas coisas e abriu a janela. Sem pular, esticou o braço para o quintal e pegou um punhado de pedrinhas do chão que colocou no bolso. E voltou para o bar. O povo todo esperava ansioso. O homem louro, quando viu o Malasartes, perguntou:
- Cadê o meu pagamento?
- Tá aqui!
Disse o amarelo tirando do bolso seis pedrinhas e colocando em cima do balcão. Uma do lado da outra. O povo todo ficou espantado e o homem louro perdeu a cara de anjo. Ficou bravo e gritou:
- Isso são seis milhões? Isso são seis pedrinhas vagabundas!
Aí, o Malasartes é que ficou meio bravo:
- Não diga isso! O senhor não sabe o que está falando, mas pode deixar que eu vou explicar!
O malandro respirou fundo e baixou a voz:
- Como o senhor, essa noite, eu também sonhei com os anjos! Deve ser por causa do travesseiro mágico! Eles vieram até o meu quarto e me contaram um segredo mais do que secreto! Um segredo que eles esconderam até do senhor! Um segredo importantíssimo! Eles me ensinaram a fazer a escada de ouro que vai até o céu!
- Como é que é? – perguntou o outro sem entender.
- É como eu estou lhe dizendo: sonhei com os anjos e eles me ensinaram a fazer a escada de ouro. E sabe como faz? Com essa pedrinha! O amigo pega uma delas e de manhã coloca pra tomar chuva. Numa tarde deixa tomar sol. E numa noite deixa tomar sereno. Depois planta a pedrinha. Enquanto planta reza um Pai-nosso e duas Ave-Marias. Depois faz uma cruz em cima riscando a terra e... em dois dias nasce uma escada de ouro. E a escada fica uma beleza! Toda de ouro! E os anjos ainda me disseram que cada escada custa um milhão! Como eu estou lhe dando seis pedrinhas... tão aí: seis milhão!
O homem louro e o povo todo só olhavam para as pedrinhas. Não falavam nada. E o Malasartes completou com a mesma entonação do dono da estalagem:
- O que foi? O amigo não acredita?
O estalajadeiro ficou vermelho de ódio. Mas o povo todo deu uma gargalhada daquelas. Era bem feito. Um homem, que vivia de enganar os outros, foi finalmente enganado. Mas o dono da estalagem, ainda não se dando por vencido, falou:
- Se isso for verdade... esse seu sonho aí... o seu quarto deve estar cheio de pena de anjo! Eu vou lá catar...
Mas o amarelo interrompeu o homem louro.
- Ih, meu amigo, não tem, não! Não tem umazinha sequer! Os anjos me disseram que São Pedro, o chaveiro do céu, não está satisfeito com essa história de fazer travesseiro com asa de anjo. O Porteiro Celeste disse que era até pecado! Acho que é por isso que os anjos não lhe contaram o segredo da escada. Mas contaram para mim! Os bichinhos ficaram com as asinhas paradas. Nem mexiam! Não perderam uma peninha! É melhor o amigo parar com esse negócio de fazer travesseiro com asa de anjo! É pecado!
O povo todo deu uma gargalhada ainda maior. E o Pedro ainda disse:
- Como gostei muito do seu serviço, vou lhe dar mais duas pedrinhas formando assim... oito milhão! É um agrado! Uma gorjeta! Pelos serviços prestados!
O homem bufava e o amarelo aconselhou:
- Não perca essas pedrinhas! Elas valem muito!
O caipira bateu de leve no chapéu e se despediu:
- Obrigado pela estadia e... uma boa tarde, amigo!
O malandro disse isso e foi embora. O povo todo deu vivas pela esperteza do amarelo. O dono da estalagem, sem poder fazer nada, espumava de raiva. E o Pedro Malasartes continuou sua viagem.

Adaptação de Augusto Pessôa

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