AUGUSTO PESSÔA - CONTADOR DE HISTÓRIAS - (BRASIL)

Minha foto
Ator, Cenógrafo, Figurinista, Arte Educador Dramaturgo e Contador de Histórias. Bacharelado em Artes Cênicas (Habilitação em Interpretação e Habilitação em Cenografia) pela UNI-RIO - Universidade do Rio de Janeiro.

A PANQUECA FUGITIVA, O RESMUNGÃO E OUTROS CONTOS NÓRDICOS

A PANQUECA FUGITIVA, O RESMUNGÃO E OUTROS CONTOS NÓRDICOS

HISTÓRIAS DE NATAL

HISTÓRIAS DE NATAL
livro de contos populares adaptados e ilustrados por Augusto Pessõa - Ed. Escrita Fina (2010)

HISTÓRIAS DE BRUXAS - livro

HISTÓRIAS DE BRUXAS - livro
Clique na imagem para conhecer o livro e a Editora LIVROS ILIMITADOS. Você pode adquir um exemplar do livro de Augusto Pessôa e conhecer outras publicações da editora.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A ONÇA E A COELHA - conto popular

A onça tinha um filhotinho lindo. Um bichinho gordinho. Com a cara redondinha que dava gosto de olhar. Mas a onça tinha também um problema: precisava viajar, uns dois meses mais ou menos, e não tinha com quem deixar seu filhote. Foi procurar babá. Encontrou com o papagaio.
- Oh, papagaio! Estou precisando de babá. Vou viajar uns dois meses mais ou menos. Você toma conta do meu filhote e quando eu voltar a gente acerta o preço.
Papagaio que não era bobo, respondeu:
- Ah, onça, papagaio só sabe fala! Não sabe negócio de ser babá!!
Papagaio não era bobo mesmo. Ele sabia que fazer negócio com a onça era terminar no bucho dela. Mas a coelha, que tinha umas orelhas branquinhas que pareciam chinelinhas de algodão, se interessou pela história:
- Dona onça vai viaja?
- Vô, coelha!
- Uns dois meses mais ou menos?
- É, coelha!
- Tá precisando de babá?
- Tô, coelha!
- Pois dona onça encontrou a babá. Sou uma babá excelente. Cuido de tudo que é bicho. A senhora leva seu filhotinho para minha toca, junto com comida para dois meses mais ou menos. Quando a senhora voltar a gente acerta o preço.
A onça ficou satisfeita já pensando em jantar a coelha quando voltasse da viagem. No dia acertado, a onça levou o filhote para a toca da coelha com comida não para dois, nem para três, mas para quatro meses mais ou menos. Deixou tudo lá e foi embora. E nem bem foi, já voltou. Por que o tempo passa depressa e dois meses mais ou menos passam num susto. Chegou e foi bater na toca da coelha.
- Coelha, já cheguei!Cadê meu filhotinho?
E a coelha lá debaixo, respondeu:
- Já chegou, onça! Já vou lhe dar seu filhote!
E a onça esfregando as mãos e lambendo os beiços disse:
- E sai você também pra gente acertar o pagamento!!
A coelha botou o filhote da onça para fora da toca. E a onça quase teve um treco. O bichinho que era gordinho que dava gosto de olhar, veio magrinho e com a cara chupadinha que dava pena de ver.
- Coelha, o que você fez com o meu filhote? Cadê a comida que eu deixei pra ele?
A coelha saiu da toca, gorda, balançando a pança e as orelhas que pareciam chinelinhas de algodão.
- A comida tá aqui, onça!!! Eu comi!!
A onça ficou louca. Pulou em cima da coelha, mas a orelhada foi mais rápida e entrou na toca. A toca era pequena e a onça não conseguia entrar.
- Sai, coelha! Sai que eu vou acabar contigo!!
- Calma, onça. Vamos conversar.
- Não tem conversa, coelha! Sai que eu vou acabar contigo!!
- Onça, é conversando que a gente se entende...
- Não tem conversa, coelha! Sai que eu vou acabar contigo!!
A coelha viu que não tinha jeito. Mas teve uma idéia e disse:
- Onça, já que você vai acabar comigo eu vou arrumar as coisas por aqui. Vou tirar meus cacarecos para quem quiser usar minha toca já encontre tudo vazio. E você vai me ajudar.
- Não quero assunto, coelha! Sai logo!!
- Olha, pega aí minha rede. Mas cuidado, que eu gosto muito dela.
A onça pegou a rede e jogou longe com toda a força. Sem nem olhar o que era. E a coelha continuou:
- Olha onça, pega minhas panelas. Mas cuidado, onça, que eu gosto muito delas.
A onça pegou as panelas e jogou longe com toda a força. Sem nem olhar o que era. E a coelha continuou a mudança:
- Onça, pega meu baú. Foi o baú que a minha vó me deu. Eu gosto muito dele.
A onça pegou o baú e jogou longe. Sem nem olhar o que era.
- Olha, onça, agora todo o cuidado. As minhas chinelinhas de algodão.
A onça pegou as chinelinhas e jogou longe com toda a força. Nem viu que não estava jogando chinelinha nenhuma. Estava jogando as orelhas da coelha, com a coelha junto. Eu só sei, que a coelha foi parar lá longe com suas coisas. Perto de outra toca onde ela já está morando. E a onça está até hoje esperando a coelha sair da toca antiga.


Adaptação de Augusto Pessôa do conto popular
“A ONÇA E A COELHA”

MALASARTES E A HISTÓRIA DE PASSARINHO - conto popular

Outra história do Malasartes.
Agora eu contarei
Essa eu ouvi lá longe.
Em Bom Jesus Del Rei
Pois acredite, minha gente,
O Malasartes por lá andou.
E quando chegou na cidade
Ele assim falou:

- Depois de enganar os fazendeiros safados
Gastei o dinheiro. Estou sem um trocado.
Vim parar nessa terra pra “mode” consegui.
Um dinheirinho fácil pra poder me divertir.
Mas essa estrada não tem uma criatura se quer!
Por aqui não passa bicho, homem ou mulher.

O Malasartes não repara
Num montinho a sua frente.
Um montinho mal-cheiroso
Que espanta toda gente.
O malandro quase pisa
Nesse monte fedorento.
Quando reparou na coisa
Veio-lhe um pensamento:

- Mas olhe que eu estou enganado dessa minha afirmação.
Passou por aqui com certeza um grande porcalhão!
Se bicho, homem ou mulher não posso afirmar.
Mas a prova da passagem aqui deixou ficar.
Deve ter comido em outro lugar
Um farnel gostoso, bom de saborear.
Descomeu aqui no meio da estrada.
Deixando essa porqueira. Coisa mal acabada.
Mas uma idéia me veio desse cocô da estrada.
Vou ganhar um dinheirinho pra gastar com a mulherada.
Deve passar por aqui doutor, bispo e fazendeiro.
Gente boa de enganar e que tem muito dinheiro.
Vou ficar por aqui só a esperar
Não demora muito alguém vai passar.

O quê é que Malasartes
Agora vai aprontar?
Dessa vez eu acho
Ele vai se estrepar.
Cobriu com seu chapéu
O fedorento montinho.
E ficou segurando as abas
Sentado e sozinho.
Eis que surge na estrada
Um moço garboso.
Montado em seu cavalo
Todo limpo e cheiroso.
Era moço muito prosa.
Era besta que só vendo.
Vestido de importante
Ia assim dizendo:

- Sou Moço Doutor. Letrado na capital
Sou muito inteligente, esperto, coisa e tal.
Aqui nessa terra a burrice é geral.
Só tem bobalhão. Só tem capial.
Pois olhe lá! Eu não estou falando.
Sentado na estrada o chapéu segurando.
Que fará esse bobo sentado sozinho?
Fica na estrada atrapalhando o caminho.

O moço se aproximou
E Malasartes olhou de banda.
O doutor foi logo falando
Dizendo quem é que manda:

- Oh, você aí, sentado sozinho.
Que está fazendo? Saia do caminho!

Malasartes muito esperto se fez de bobalhão.
E a conversa foi por aí. Tomou esse rumo então:

- Desculpe atrapalhar, seu Moço Doutor.
Tenho aqui uma jóia. Coisa que é um primor!

- Esse chapéu velho, sujo e encardido.
Isso é primor aonde? Isso é coisa de bandido!

- Não falo do chapéu. Falo do que tem dentro.
Um passarinho lindo. Um verdadeiro talento!

- Pois levante o chapéu e mostre o bichinho.
Quero ver o talento desse passarinho!

- Se o chapéu levantar ele vai voar.
Sem o lindo passarinho eu vou ficar!

- Então ponha o bichinho gaiola adentro.
Pra gente apreciar belezura e talento!

- Mas, seu moço doutor gaiola tenho não.
Só tenho esse chapéu sujo e lambão.

- Pois então vá comprar. Vá comprar agora
Uma boa gaiola pra essa ave canora!

- Se eu pudesse, doutor, bem que ia comprar.
Mas não tenho dinheiro. Não tenho onde arranjar.

- Pois se esse é o problema eu lhe dou o dinheiro.
Quero ver o passarinho cantar bem faceiro.

- Seu Moço Doutor isso pode ficar caro.
É coisa especial. Um passarinho raro.
O bichinho não fica em gaiola qualquer
Tem que ser da boa. A melhor que tiver.

- Pois estou mandando. Chega de zoada.
Quero a melhor gaiola. A mais enfeitada
Bonita e grande. Com poleiro dourado.
Pro lindo passarinho. Soltar seu trinado!

- Se o doutor assim quer. Assim feito será.
Mas segure o chapéu pro pássaro não voar.

Não é que Malasartes
Enrolou o Moço Doutor
Tanta esperteza é arte.
É coisa de professor!
O Doutor Gabola
Do cavalo desmontou.
Sentou no chão
E o chapéu segurou.
Agora vamos saber
Que outra aprontação.
Fará Pedro Malasarte
Para o Doutor Bobão!

- O Doutor segure bem. Vou numa carreira só!
Mas devo demorar. A venda é longe, dá dó.
Indo de pé a pé a estrada fica comprida.
Se tivesse outro jeito de fazer essa corrida!

- Vá no meu cavalo. Veloz e ligeiro.
Aqui nesse bolso você pegue o dinheiro.
Anda logo, matuto, deixa de enrolação.
Quero ver o bichinho soprar uma canção.
Vai depressa, matuto, deixa de moleza.
Quero ver o bichinho cantar que é uma beleza

Malasartes pegou o dinheiro
E no cavalo montou.
Sumiu na estrada
E só poeira deixou.
O moço doutor,
Ainda se achando esperto,
Disse bem alto
Quando não viu ninguém por perto:

- Agora que se foi o bobalhão capial
Vou pegar o passarinho pra cantar no meu quintal!

Assim disse o Doutor
Oh, Doutor bobinho!
Enfiando a mão no chapéu
Pra pegar o passarinho.
Mas teve uma decepção
Ficou só no lamento!
A mão ficou lambrecada
De montinho fedorento.
O Malasartes foi embora.
Sumiu no seu caminho
E o Doutor ficou sem dinheiro
Sem cavalo e passarinho.


Essa história acabou Mas outra vai começar!
Qual é a arte boa? Qual é a arte má?
Que Pedro é Malasartes. Isso ninguém vai negar..
Quem souber conte outra. Pode continuar.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

ADIVINHAS

1 - Dama de branco vestida, quanto mais alegre está tanto mais chora sentida. Pergunto eu, quem será?
Resposta: Vela


2 - Qual o bicho mais parecido com o gato?
Resposta: A gata

3 - O que é, o que é? Que tem o começo da rua, no meio da terra e no fim do mar?
Resposta: A letra R

CONTINHO

Era uma vez um menino triste, magro e barrigudinho, do sertão de Pernambuco. Na soalheira danada de meio dia, ele estava sentado na poeira do caminho, imaginando bobagem, quando passou um gordo vigário a cavalo:
- Você aí, menino, para onde vai essa estrada ?
- Ela não vai não : nós é que vamos nela.
- Engraçadinho duma figa! Como você se chama?
- Eu não me chamo não, os outros é que me chamam de Zé.
Paulo Mendes Campos
Para Gostar de Ler - Vol I . Ed Ática.

UM EMPREGO PARA MALASARTES!!

Diz que o Malasartes depois de enganar um fazendeiro ladino e gastar todo dinheiro que conseguiu, resolveu voltar pra casa. Mas um fato quase mudou seu destino. A mãe do nosso Pedro estava muito doente. Ela estava à beira da morte! A pobre senhora num último fôlego pediu: queria que o filho caçula arrumasse uma ocupação. Um trabalho decente como todo bom cristão. Fez o pedido e foi pra terra dos pés juntos... bateu os canecos... bateu as botas... vestiu paletó de madeira... morreu! Malasartes, então, decidiu arrumar uma ocupação. E foi batendo de porta em porta atrás de emprego. Depois de muito bater e receber muita porta na cara, Malasartes foi até uma fazenda e encontrou uma fazendeira. A mulher perguntou o que ele queria e o Pedro respondeu:
Procuro um trabalho... uma ocupação... um serviço de bom cristão. Será que na sua fazenda não tem um lugar pra mim?
Talvez tenha, mas preciso falar com meu marido! – e ela gritou – Marido!
Apareceu um homenzinho com a cara engraçada. A fazendeira explicou que o Malasartes queria um emprego. O fazendeiro perguntou o que ele sabia fazer e o Pedro respondeu:
Faço qualquer coisa... qualquer ocupação... Sabe, foi um pedido da minha finada mãezinha que eu arrumasse um serviço, um trabalho de bom cristão! Será que o senhor tem um trabalho assim pra mim?
Trabalho até que tem. Não muito, mas tem. Só não tem dinheiro pra pagar. Somos muito pobres...
Trabalho por qualquer coisa. Até por um prato de comida!
Então está bem! Você vai ganhar um bom prato de comida todos os dias!
E Malasartes passou a trabalhar na fazenda! E o patrão que disse que não tinha muito trabalho tratou de inventar um montão! O pobre do Malasartes trabalhava sem cessar! O Patrão só pedindo. Queria isso, aquilo e “aquiloutro”! E o Malasartes correndo de lado a lado. E o Patrão exigindo:
Malasartes! Malasartes! Eu quero isso!
Já vai, patrão!
Agora eu quero aquilo!
Tá aqui, patrão!
Agora eu quero “aquiloutro”!
Já vai, patrão! Tá aqui, patrão!
Agora não quero mais! Demorou muito!
O nosso Pedro estava cansado de tanto trabalhar e quando ia pedir o seu prato de comida a patroa respondia:
Ah, meu filho, não temos nada pra lhe dar... somos muito pobres... só tem esse pãozinho...
E dava para o pobre um pão duro, velho e seco. Que não dava nem pra morder. Assim seguia o Malasartes no seu emprego de bom cristão.
Mas até que chegou o dia que o Pedro trabalhou tanto que ficou com uma sede danada. Foi pedir água na casa e viu, por trás da porta, sua patroa limpando um monte de ouro que tirava de duas sacas cheias. E a mulher dizia assim enquanto esfregava as barras de ouro com um paninho:
- Ai, meu ourinho... meu ourinho vai ficar brilhando! Ai, meu ourinho... meu ourinho vai ficar limpinho! Que beleza! Deixa eu guardar pra ninguém pegar!
O Pedro Malasartes ficou furioso e falou com seus botões:
Que safadeza!Que pouca vergonha! Esses dois se dizendo pobre e tendo esse monte de ouro na mão. E ainda me pagando com aquele pão velho, duro e seco. Minha finada mãezinha, a senhora vai me perdoar, mas esse negócio de serviço de bom cristão não é pra mim, não. Esses safados vão ver com quem tão lidando. Eu sou Pedro Malasartes!
E logo arquitetou um plano: chamou o patrão e disse que não queria mais esse negócio de buscar ISSO, AQUILO e “AQUILOUTRO”. Que preferia ter uma ocupação só! Preferia tomar conta só dos porcos. O patrão não gostou e resmungou:
Você só quer tomar conta dos porcos?
É, patrão! Faz mal?
Bem não faz, mas mal também não chega a fazer! Você pode tomar conta só dos porcos, mas só vamos lhe dar a metade do pão!
Vindo do senhor e da patroa está bem vindo.
E o Malasartes pegou a vara de porcos e foi para bem longe da fazenda. Achou um lugar bonito e ficou por ali com os porcos só esperando. Daí a pouco apareceu um rico fazendeiro que se encantou com os porcos:
Que belezura de porcos!
O senhor gostou? – perguntou o Pedro – Eu também gosto muito dos meus bichinhos!
São seus?
São meus desde que nasceram! – disse o Malasartes com a maior cara lavada – Eu adoro meus porquinhos!
E o senhor não vende?
Vender os meus porquinhos? Acho que não, doutor!
Venda! Pago bom preço por eles!
Mas eu vou sentir tanto a falta deles... só se eu ficasse com uma recordação...
Que recordação? – se espantou o fazendeiro rico.
O senhor quer os porquinhos para criar ou para matar?
Para matar e vender a carne!
Pois então eu vendo os porquinhos, mas sem o rabo. Vou ficar com os rabinhos de recordação!
Como é que é?
O senhor não vai vender as carnes... o rabinho não vai fazer falta! E eu fico com uma recordação dos meus bichinhos! Só vendo assim!
O Fazendeiro rico achou aquilo muito esquisito, mas topou fazer o negócio, Deu muito dinheiro para o Malasartes. O malandro pegou um canivetinho e cortou o rabinho de todos os porcos. O novo dono dos porcos foi embora e o Malasartes enfiou os rabinhos num canteiro de terra e saiu correndo para fazenda chamando pelo patrão. E o homem apareceu espantado:
Que foi, criatura?
Os porquinhos! – disse o Malasartes quase sem fôlego.
Que você fez com meus porquinhos?
Os bichinhos tão se enterrando!
Que é isso? Que besteira é essa?
É verdade, patrão! Os bichinhos foram com as patinhas assim na terra... Roinc... Roinc... Roinc...Depois os focinhos... Roinc... Roinc... Roinc...E foram entrando na terra! Olha lá, patrão! Só estão os rabinhos de fora!
O Fazendeiro pôs as mãos na cabeça e gritou desesperado:
Ai, que é verdade mesmo! O quê é que a gente faz, homem?
Tem que desenterrar eles!
Corre lá na casa e pede pra fazendeira uma pá!
Só uma?
Não. Pega logo duas!
Duas. Tem certeza? São as duas?
Tenho, homem de Deus, pega as duas!
O Malasartes saiu na maior carreira. Chegou na fazenda, tomou fôlego e chamou a fazendeira na maior calma. A Fazendeira apareceu com sua cara emburrada:
Que é, homem de Deus?! Você quer mais comida?
Não é isso não, patroa! É que o patrão mandou a senhora me dar as duas sacas de ouro!
Como é que é? Você está é doido!
Eu não sei de nada, Patroa. O Patrão que mandou...A senhora quer ver?
E o Malasartes gritou para o patrão de longe:
São as duas, né? As duas!
E o fazendeiro sem saber de nada respondeu:
É! As duas!
A Fazendeira nem acreditava no que estava vendo. Deu as sacas de ouro para o Malasartes e o malandro foi embora. O Fazendeiro e sua mulher nunca mais viram o ouro, nem os porcos, nem o Pedro Malasartes. E acabou a história!!
Adaptação de Augusto Pessôa

A RÃ E O BOI - VÍDEO

A RÃ E O BOI - VÍDEO
Apresentação de Augusto Pessôa no Simpósio Internacional de Contadores de Histórias SESC RJ 2010. Clique na imagem e assista a história

A MENINA QUE FAZIA AZEITE DE DENDÊ

A MENINA QUE FAZIA AZEITE DE DENDÊ
Clique na imagem e assista a hitória

UMA APOSTA (VÍDEO)

UMA APOSTA (VÍDEO)
Conto de Artur Azevedo. CLIQUE NA IMAGEM E VEJA O VÍDEO

LIVROS LEGAIS

  • GRAMÁTICA DA FANTASIA de Gianni Rodari - Summus Editorial.
  • GUARDADOS DO CORAÇÃO – Memorial para Contadores de Histórias de Francisco Gregório Filho - Editora Amais.
  • FÁBULAS ITALIANAS de Ítalo Calvino - Editora Companhia das Letras
  • DICIONÁRIO DE FOLCLORE BRASILEIRO de Câmara Cascudo - Editora Itatiaia
  • VASOS SAGRADOS de Maria Inez do Espírito Santo - Ed Rocco
  • MEUS CONTOS AFRICANOS - seleção de Nelson Mandela - Ed Martins
  • LENDAS BRASILEIRAS de Camara Cascudo - Ediouro
  • CONTOS TRADICIONAIS DO BRASIL de Camara Cascudo - Ed Itatiaia
  • CONTOS POPULARES DO BRASIL de Silvio Romero - Ed Itatiaia

A MOURA TORTA

A MOURA TORTA
Clique na imagem e assista a um trecho do espetáculo

MARIA BORRALHEIRA (VÍDEO)

MARIA BORRALHEIRA (VÍDEO)
Peça teatral baseada no conto popular MARIA BORRALHEIRA com Augusto Pessôa e Rodrigo Lima. Direção Rubens Lima Junior. Clique na foto e assista a um trecho da peça.

FELIZES PARA SEMPRE (RESENHA)

FELIZES PARA SEMPRE (RESENHA)
Clique na imagem e veja a resenha do livro FELIZES PARA SEMPRE

QUANDO OS BICHOS AINDA FALAVAM

QUANDO OS BICHOS AINDA FALAVAM
Apresentação no Simpósio Internacional de Contadores de Histórias SESC RJ 2009

A MENINA QUE VIROU CORUJA (VÍDEO)

A MENINA QUE VIROU CORUJA (VÍDEO)
Conto Africano. Clique na imagem e assista ahistória

ERA VIDRO E SE QUEBROU (VÍDEO)

ERA VIDRO E SE QUEBROU (VÍDEO)
Apresentação do Coral da Ciser - Joinville (2009). Cliuqe na imagem e assista a um trecho do espetáculo

ERA VIDRO E SE QUEBROU (VÍDEO)

ERA VIDRO E SE QUEBROU (VÍDEO)
Apresentação do Coral da Ciser - Joinville (2009). Clique na imagem e assista a um trecho do espetáculo.

ERA VIDRO E SE QUEBROU (VÍDEO)

ERA VIDRO E SE QUEBROU (VÍDEO)
Apresentação do Coral da Ciser - Joinville (2009). Clique na imagem e assita a um trecho do espetáculo

O REI DOENTE DO MAL DE AMORES - SONHO DE MENINA

O REI DOENTE DO MAL DE AMORES - SONHO DE MENINA
Apresentação no SESC Niterói - nov 2009 - Clique na imagem e assista a apresentação.

O MARIDO FIEL - VÍDEO

O MARIDO FIEL - VÍDEO
Conto de Nelson Rodrigues - adaptação e narração de Augusto Pessôa. Clique na imagem e assista a história.

O JABUTI E A FRUTA (VÍDEO)

O JABUTI E A FRUTA (VÍDEO)
conto popular adaptado por Augusto Pessôa. CLIQUE NA IMAGEM E ASSISTA AO VÍDEO

VOU BUSCAR O MEU AMOR (VÍDEO)

VOU BUSCAR O MEU AMOR (VÍDEO)
Cena do espetáculo A MOURA TORTA. Clique na foto e veja a cena

A MOURA TORTA

A MOURA TORTA
Clique na imagem e assista a um trecho do espetáculo em cartaz no teatro do Jockey - Gávea

JABUTI

JABUTI
Apresentação no Simpósio Internacional de contadores de Histórias - SESC RJ 2009. Clique na imagem e assista a um trecho da apresentação

O REI DOENTE DO MAL DE AMORES - abertura da peça (VÍDEO)

O REI DOENTE DO MAL DE AMORES - abertura da peça  (VÍDEO)
Apresentação no SESC Niterói - nov 2009 - Clique na imagem e assista a apresentação

A NOITE QUE A LUA SUMIU DO CÉU (VÍDEO)

A NOITE QUE A LUA SUMIU DO CÉU (VÍDEO)
Clique na imagem e veja um clipe do espetáculo

A DAMA DO LOTAÇÃO (VÍDEO)

A DAMA DO LOTAÇÃO (VÍDEO)
conto de Nelson Rodrigues. Adaptação e narração de Augusto Pessôa

O REI DOENTE DO MAL DE AMORES (VÍDEO)

O REI DOENTE DO MAL DE AMORES (VÍDEO)
Peça baseada no conto popular O REI DOENTE DO MAL DE AMORES (2003). Clique na foto e veja um trecho do espetáculo.

TOC, TOC, TOC, TOC (VÍDEO)

TOC, TOC, TOC, TOC (VÍDEO)
Conto de Arur Azevedo. CLIQUE NA IMAGEM E VEJA O VÍDEO

MALASARTES E O HOMEM ENGANADO DUAS VEZES (VÍDEO)

MALASARTES E O HOMEM ENGANADO DUAS VEZES (VÍDEO)
Contação de Histórias. Clique na imagem e assista a contação.

MENINA FACEIRA

MENINA FACEIRA
Apresentação de Augusto Pessôa e Rodrigo Lima no Instituto Moreira Salles - set 2009. Clique na imagem e veja a apresentação.

HISTÓRIA DE ANTANHO (VÍDEO)

HISTÓRIA DE ANTANHO (VÍDEO)
NA CASA DE SEU PEDRÃO. Apresentação de Augusto Pessôa e Rodrigo Lima no SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CONTADORES DE HISTÓRIAS - SESC RJ (2008). Clique na imagem e veja a apresentação

MÚSICA - NA FEIRA DO TEM TEM (VÍDEO)

MÚSICA - NA FEIRA DO TEM TEM (VÍDEO)
O Rei Doente do Mal de Amores - apresentação no SESC Niterói 2009. Clique na imagem e assista a cena.

PARA SEMPRE FIEL (VÍDEO)

PARA SEMPRE FIEL (VÍDEO)
Conto de Nelson Rodrigues - adaptação e narração de Augusto Pessôa

SUSPIROS VÃO E VEM (VÍDEO)

SUSPIROS VÃO E VEM (VÍDEO)
Apresentação do espetáculo O REI DOENTE DO MALDE AMORES no SESC Niterói 2009. Clique na imagem e assista a apresentação

MALASARTES! (VÍDEO)

MALASARTES! (VÍDEO)
Peça baseada nas histórias de Pedro Malasartes. Clique na foto e veja um trecho do espetáculo

O JABUTI E A FRUTA

O JABUTI E A FRUTA
Apresentação no Simpósio Internacional de Contadores de Histórias - SESC RJ 2009. Clique na imagem e assista a história

A MOURA TORTA

A MOURA TORTA
Crítica do espetáculo publicada no JORNAL DO BRASIL

MARIA BORRALHEIRA - CRÍTICA (IMAGEM)

MARIA BORRALHEIRA - CRÍTICA (IMAGEM)
Clique na imagem e leia a crítica sobre o espetáculo

MALASARTES - CRÍTICA (IMAGEM)

MALASARTES - CRÍTICA (IMAGEM)
Clique na imagem e leia a crítica do espetáculo.

CRÍTICA DO ESPETÁCULO O REI DOENTE DO MAL DE AMORES

CRÍTICA DO ESPETÁCULO O REI DOENTE DO MAL DE AMORES

MALASARTES - Histórias de Um Camarada Chamado Pedro

MALASARTES - Histórias de Um Camarada Chamado Pedro
Livro de Augusto Pessôa publicado pela Editora ROCCO (2007)

FELIZES PARA SEMPRE

FELIZES PARA SEMPRE
Livro com adaptações de Augusto Pessôa - Editora ROCCO (2003)

CONTOS DE HUMOR

CONTOS DE HUMOR
Contos de Artur Azevedo - organização Augusto Pessôa - Editora ROCCO (2008)

CONTANDO HISTÓRIAS NA ABL

CONTANDO HISTÓRIAS NA ABL
CONTANDO HISTÓRIAS NA BIBLIOTECA DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS