AUGUSTO PESSÔA - CONTADOR DE HISTÓRIAS - (BRASIL)

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Ator, Cenógrafo, Figurinista, Arte Educador Dramaturgo e Contador de Histórias. Bacharelado em Artes Cênicas (Habilitação em Interpretação e Habilitação em Cenografia) pela UNI-RIO - Universidade do Rio de Janeiro.

A PANQUECA FUGITIVA, O RESMUNGÃO E OUTROS CONTOS NÓRDICOS

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HISTÓRIAS DE NATAL

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livro de contos populares adaptados e ilustrados por Augusto Pessõa - Ed. Escrita Fina (2010)

HISTÓRIAS DE BRUXAS - livro

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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A ONÇA E A COELHA - conto popular

A onça tinha um filhotinho lindo. Um bichinho gordinho. Com a cara redondinha que dava gosto de olhar. Mas a onça tinha também um problema: precisava viajar, uns dois meses mais ou menos, e não tinha com quem deixar seu filhote. Foi procurar babá. Encontrou com o papagaio.
- Oh, papagaio! Estou precisando de babá. Vou viajar uns dois meses mais ou menos. Você toma conta do meu filhote e quando eu voltar a gente acerta o preço.
Papagaio que não era bobo, respondeu:
- Ah, onça, papagaio só sabe fala! Não sabe negócio de ser babá!!
Papagaio não era bobo mesmo. Ele sabia que fazer negócio com a onça era terminar no bucho dela. Mas a coelha, que tinha umas orelhas branquinhas que pareciam chinelinhas de algodão, se interessou pela história:
- Dona onça vai viaja?
- Vô, coelha!
- Uns dois meses mais ou menos?
- É, coelha!
- Tá precisando de babá?
- Tô, coelha!
- Pois dona onça encontrou a babá. Sou uma babá excelente. Cuido de tudo que é bicho. A senhora leva seu filhotinho para minha toca, junto com comida para dois meses mais ou menos. Quando a senhora voltar a gente acerta o preço.
A onça ficou satisfeita já pensando em jantar a coelha quando voltasse da viagem. No dia acertado, a onça levou o filhote para a toca da coelha com comida não para dois, nem para três, mas para quatro meses mais ou menos. Deixou tudo lá e foi embora. E nem bem foi, já voltou. Por que o tempo passa depressa e dois meses mais ou menos passam num susto. Chegou e foi bater na toca da coelha.
- Coelha, já cheguei!Cadê meu filhotinho?
E a coelha lá debaixo, respondeu:
- Já chegou, onça! Já vou lhe dar seu filhote!
E a onça esfregando as mãos e lambendo os beiços disse:
- E sai você também pra gente acertar o pagamento!!
A coelha botou o filhote da onça para fora da toca. E a onça quase teve um treco. O bichinho que era gordinho que dava gosto de olhar, veio magrinho e com a cara chupadinha que dava pena de ver.
- Coelha, o que você fez com o meu filhote? Cadê a comida que eu deixei pra ele?
A coelha saiu da toca, gorda, balançando a pança e as orelhas que pareciam chinelinhas de algodão.
- A comida tá aqui, onça!!! Eu comi!!
A onça ficou louca. Pulou em cima da coelha, mas a orelhada foi mais rápida e entrou na toca. A toca era pequena e a onça não conseguia entrar.
- Sai, coelha! Sai que eu vou acabar contigo!!
- Calma, onça. Vamos conversar.
- Não tem conversa, coelha! Sai que eu vou acabar contigo!!
- Onça, é conversando que a gente se entende...
- Não tem conversa, coelha! Sai que eu vou acabar contigo!!
A coelha viu que não tinha jeito. Mas teve uma idéia e disse:
- Onça, já que você vai acabar comigo eu vou arrumar as coisas por aqui. Vou tirar meus cacarecos para quem quiser usar minha toca já encontre tudo vazio. E você vai me ajudar.
- Não quero assunto, coelha! Sai logo!!
- Olha, pega aí minha rede. Mas cuidado, que eu gosto muito dela.
A onça pegou a rede e jogou longe com toda a força. Sem nem olhar o que era. E a coelha continuou:
- Olha onça, pega minhas panelas. Mas cuidado, onça, que eu gosto muito delas.
A onça pegou as panelas e jogou longe com toda a força. Sem nem olhar o que era. E a coelha continuou a mudança:
- Onça, pega meu baú. Foi o baú que a minha vó me deu. Eu gosto muito dele.
A onça pegou o baú e jogou longe. Sem nem olhar o que era.
- Olha, onça, agora todo o cuidado. As minhas chinelinhas de algodão.
A onça pegou as chinelinhas e jogou longe com toda a força. Nem viu que não estava jogando chinelinha nenhuma. Estava jogando as orelhas da coelha, com a coelha junto. Eu só sei, que a coelha foi parar lá longe com suas coisas. Perto de outra toca onde ela já está morando. E a onça está até hoje esperando a coelha sair da toca antiga.


Adaptação de Augusto Pessôa do conto popular
“A ONÇA E A COELHA”

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